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Cultura

Netflix cancela Boots depois de polêmicas com o Pentágono

A série militar foi encerrada já na 1ª temporada, apesar da alta aprovação da crítica e do público

Netflix cancela Boots depois de polêmicas com o Pentágono já na 1ª temporada
A série Boots foi o último projeto de Norman Lear, que morreu em 2023 | Foto: Divulgação/Netflix

A Netflix anunciou o cancelamento da série dramática Boots com apenas uma temporada. O anúncio ocorre mais de dois meses depois da estreia dos oito episódios, que chegaram ao streaming em 9 de outubro. O cancelamento encerra o ciclo do que se tornou o último projeto supervisionado pelo produtor Norman Lear, falecido em dezembro de 2023.

A decisão da Netflix, no entanto, não foi direta. A série, que recebeu críticas muito positivas (alcançou 90% de aprovação tanto da crítica quanto do público no Rotten Tomatoes), teve índices de audiência respeitáveis, chegando ao segundo lugar no top 10 global e permanecendo na lista por quatro semanas. Além disso, Boots gerou engajamento cultural e teve apoio interno na plataforma.

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Trama e polêmica de Boots

Criada por Andy Parker e baseada no livro de memórias The Pink Marine, de Greg Cope White, Boots é um drama coming-of-age ambientado em 1990. A trama acompanha Cameron Cope (Miles Heizer), um adolescente gay e desorientado que se alista no Corpo de Fuzileiros Navais com seu melhor amigo, Ray McAffey (Liam Oh).

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O enredo explora a jornada de autodescoberta e a formação de laços de amizade em um ambiente hostil e excludente em que a lei proibia ser LGBT nas Forças Armadas, antes da política Don’t Ask, Don’t Tell e sua revogação.

O cancelamento ocorre mesmo que a série tenha atraído grande atenção. Na primeira semana completa de exibição, a produção alcançou uma média robusta de 9,4 milhões de visualizações. O sucesso se seguiu a uma grande polêmica: o Pentágono chamou a série de “lixo woke”, o que acabou por gerar publicidade involuntária para o título.

Longa jornada e futuro incerto

O desenvolvimento de Boots foi um processo longo. Norman Lear, um produtor e veterano condecorado da Segunda Guerra Mundial, aprovou a série em maio de 2023. As greves de Hollywood interromperam a produção com apenas uma semana de filmagem. A produção foi retomada em março de 2024 e concluída em agosto do mesmo ano.

O ator principal, Miles Heizer, expressou o desejo de continuar a história e citou as inúmeras possibilidades para explorar o tema LGBT nas Forças Armadas. “Eu faria por dez temporadas se eles nos deixassem.”

Apesar dos esforços do estúdio Sony Pictures Television, que chegou a estender as opções de contrato de vários membros-chave do elenco (incluindo Heizer, Liam Oh e Kieron Moore), a série não terá continuidade. Devido aos rígidos termos de exclusividade da Netflix, é quase impossível que um estúdio externo consiga negociar a série com outra plataforma devido ao cancelamento.

Jennifer Cecil atuou como showrunner e produtora-executiva. Além de Lear e Parker, Brent Miller, Rachel Davidson, Scott Hornbacher e Peter Hoar também foram produtores-executivos.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Nem perco tempo, mas explorar as pautas Woke LGBT, direitos humanos, bla bla blá. Como vimos Cleópatra negra, Branca de Neve sem anões. Filho do Super homem gay. Muita podridão no nosso mundo contemporâneo.🤡

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