Oficialmente a série de filmes Missão Impossível terminou com O Acerto Final, que ainda está nos cinemas brasileiros. A ideia de ter um substituto para Tom Cruise, que está com 62 anos, já foi pensada. O ator Jeremy Renner seria o novo protagonista. Mas Renner agora está com 54. Talvez a série acabe por aqui mesmo. Ou vire uma série de TV. Só os mais velhos se lembram, mas M:I começou como uma série em 1966.
O balanço dos filmes é muito positivo. Cruise desenvolveu uma “escola” insuperável de filmes de ação, arriscando a própria vida para satisfazer a diversão do espectador. Além disso, soube respeitar até o fim a estética e o mecanismo da série original – o que não aconteceu com O Agente da UNCLE, de Guy Ritchie.
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Muito se esperou de M:I – o Acerto Final. Um par de cenas espetaculares vale o ingresso. Numa delas, Ethan Hunt (Cruise) entra num submarino afundado que está rolando por um abismo com seus torpedos e mísseis soltos. A outra cena todo mundo já tinha visto: Hunt brigando com o vilão Gabriel (Essai Morales) pendurado (de verdade) num aviãozinho monomotor durante acrobacias aéreas.
Mas o filme está longe de ser o melhor da série. Dirigido e co-escrito pelo especialista em ação Christopher McQuarrie, o roteiro faz um apanhado dos sete longas anteriores, que já eram confusos por natureza. Com quase três horas de duração, M:I – O Acerto Filnal é um labirinto de explicações e flash backs difícil de acompanhar. E o plot central – a luta contra uma Inteligência Artificial que quer destruir o mundo – cabe mais num filme de super-heróis da Marvel. A lógica interna do roteiro é grudada com durex entre uma interminável corrida e outra de Ethan.
O Acerto Final provavelmente vai funcionar melhor quando estiver disponível nos serviços de streaming para uma longa maratona de feriadão.
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