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Cultura

Cinema sem culpa

Comédia de 2002 com Angelina Jolie lembra o que foi o cinema antes do inferno woke

A jornalista Lanie (Angelina Jolie) trabalha como reporter num programa matinal de TV fazendo reportagens leves e superficiais. Um dia ela vai às ruas entrevistar Jack, um mendigo “profeta” (Tony Shoulhoub), que pede dinheiro para prever o futuro.

Lanie trata Jack como um farsante oportunista. Na entrevista, Jack faz três profecias: o resultado de um jogo de futebol, uma chuva de granizo e a morte de Lanie em uma semana. Lanie duvida, mas o resultado do jogo se concretiza e a chuva de granizo acontece.

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Uma Vida em Sete Dias (Netflix) oferece uma boa premissa. E, apesar do tema, trata-se de uma comédia romântica (todo mundo sabe que de um jeito ou de outro Lanie vai ficar com seu camera man, Pete (Edward Burns). Afinal, a profecia vai se concretizar? O que a jovem repórter deve fazer nos dias que lhe restam? O que você faria?

O final deixa a desejar, com soluções frágeis para a trama. Por outro lado, é muito bom assistir a um filme produzido em 2002, antes da chatice woke, livre de cotas e mensagens “progressistas”. E ver Angelina Jolie como uma atriz jovem, divertida e competente, antes de virar uma prima dona esnobe.

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