Três cardeais despontaram como favoritos na primeira votação do conclave que elegeu o sucessor do papa Francisco, em 7 de maio de 2025. O húngaro Péter Erdő, o norte-americano Robert Prevost e o italiano Pietro Parolin foram os mais votados no primeiro dia, mas nenhum alcançou os 89 votos necessários.
A informação consta no livro The Election of Pope XIV, dos vaticanistas Elisabetta Piqué e Gerard O’Connell, que reconstrói os bastidores da eleição. Apesar da liderança inicial de Erdő, o resultado surpreendeu os cardeais, sobretudo pela presença de Prevost entre os primeiros colocados.
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Segundo os autores, Erdő liderou com apoio da ala conservadora, enquanto Parolin, considerado favorito antes do conclave, teve desempenho abaixo do esperado. Prevost, que estava fora do radar, apareceu com mais de 20 votos de um grupo transnacional formado por cardeais das Américas e da Europa.
Votação inicial surpreendeu cardeais
A obra relata que a força inicial desses três nomes refletia articulações prévias entre grupos organizados dentro do colégio eleitoral. A partir da segunda votação, Prevost assumiu a liderança e manteve a dianteira até a eleição final, quando superou a marca de 100 votos, tornando-se o papa Leão XIV.
De acordo com o livro, a maioria dos cardeais buscava continuidade em relação ao pontificado de Francisco, que nomeou 108 dos 133 eleitores. Prevost foi visto como um nome equilibrado, com perfil de governo e alinhado às reformas em curso, como a sinodalidade.
Já Parolin perdeu força ao longo do processo, influenciado por avaliações negativas sobre seu carisma e desempenho público. Os autores também apontam sinais de que Francisco não via Parolin como sucessor, ao mesmo tempo em que favorecia a projeção de Prevost.
Conclave teve episódio inusitado de segurança

O livro relata que a primeira votação começou com atraso depois da detecção de um chip de celular ativo dentro da Capela Sistina. Um cardeal, descrito como um dos mais velhos, percebeu que havia levado o aparelho consigo e o entregou depois do alerta.
O episódio expôs a rigidez das regras de isolamento durante o conclave, que proíbem qualquer comunicação externa. Prevost foi eleito no dia seguinte, na quarta votação, tornando-se o primeiro papa norte-americano da história.
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