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Cultura

Governo Michel Temer vai ser tema de filme de Bruno Barreto

Cineasta promete realizar o projeto 'sem militância'

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Cineasta Bruno Barreto estará à frente de produção sobre o período de Michel Temer no comando do Palácio do Planalto | Foto: Reprodução/Redes sociais

O cineasta Bruno Barreto anunciou um filme sobre o governo de Michel Temer, ex-presidente do Brasil. O projeto também poderá ser uma série, uma vez que já está em pré-produção e o formato vai depender “do quanto render”.

“Na verdade, não é um documentário especificamente sobre o Temer”, afirma Barreto, em entrevista ao site F5. “É sobre tudo o que veio depois daquela bomba do dia 17 de maio de 2017.”

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A data escolhida pelo diretor retrata quando uma conversa gravada entre o empresário Joesley Batista e Temer havia sido “vazada”. Batista e o então presidente conversavam sobre a situação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que estava preso na ocasião. A reunião foi gravada pelo empresário.

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O filme (ou série) vai se chamar 963 Dias — período em que Temer esteve no poder. A produção conta com a consultoria de Elio Gaspari, colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

O projeto é conduzido juntamente com Elcinho Mouco, marqueteiro de Temer. Segundo Barreto, Mouco “está auxiliando na produção coordenando a relação”.

Conflito político do filme (ou série) do governo Temer

filme governo temer
O cineasta Bruno Barreto anunciou a produção de um filme sobe o governo Temer | Foto: Reprodução/Redes sociais

A informação sobre a gravação da conversa entre Batista e Temer foi publicada em 17 de maio de 2017 pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a pedir a abertura de inquérito contra o então presidente do Brasil. De acordo com o entendimento do Ministério Público, Temer e Batista estariam negociando a “compra” do silêncio de Cunha.

No Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin acatou o pedido da PGR. A defesa de Temer, contudo, nega a versão do Ministério Público.

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“Não houve um complô”, diz Barreto. “O que houve foi que a imprensa caiu de pau em cima dele, na ânsia de teoricamente lutar contra a corrupção.”

O cineasta nega qualquer associação a um “lado político”. “Sei que o filme vai levar porrada, já dizem que sou de direita”, relata o diretor. “Vou é botar os pingos nos is.”

“Não estou defendendo tese nenhuma, não faço arte militante”, disse Barreto. “Mas que o Temer foi um ótimo presidente, que os juros e o desemprego caíram muito e que a reforma da previdência ia ser votada logo, logo, isso não se pode negar.”

Alguns dos filmes mais conhecidos que Bruno Barreto dirigiu são Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) e Crô: O Filme (2013).

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