O mercado editorial brasileiro registrou um crescimento robusto ao longo do último ano. O porcentual da população que consome livros subiu de 16% para 18%, o que representa a entrada de 3 milhões de novos compradores no setor. Os dados integram o Panorama do Consumo de Livros, estudo realizado pela Nielsen BookData para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) com base no ano de 2025. No recorte de gênero, o público feminino tem o protagonismo e responde por 61% do total de consumidores.
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A influência digital transformou definitivamente os hábitos de aquisição. Atualmente, 56% dos leitores utilizam as redes sociais para realizar suas compras. Além da transação comercial, essas plataformas atuam como centros de informação: 70% dos consumidores buscam páginas para saber sobre novos lançamentos. Enquanto as mulheres priorizam o Instagram e o TikTok para acompanhar criadores de conteúdo e editoras, o público masculino concentra sua atividade no Facebook e no WhatsApp.
O papel das livrarias e o domínio do impresso
Apesar do avanço tecnológico — em que a Amazon detém 59,1% do mercado de livros impressos on-line —, a loja física preserva um valor emocional para o brasileiro. Para 53% dos compradores, a livraria é um espaço destinado ao relaxamento e à exploração sem pressa. Entretanto, a falta de capilaridade ainda é um obstáculo relevante: 73% das pessoas que residem em cidades sem esses estabelecimentos afirmam sentir falta de uma livraria local.
O livro impresso segue como a preferência absoluta. Na última compra efetuada pelos entrevistados, 80% escolheram o formato, enquanto apenas 20% optaram pela versão digital. No campo das temáticas, o segmento de “Não Ficção Adulto” lidera as vendas, com forte demanda por obras de autoajuda e religião/esoterismo. Um dado curioso é o fôlego dos livros de colorir, que já alcançam 11 milhões de brasileiros.
Barreiras ao consumo e pirataria digital
A pesquisa também investigou as razões que afastam potenciais compradores. O principal entrave citado foi a escassez de tempo para leitura, apontada por 33,3% dos não consumidores. O custo financeiro aparece logo depois, com 35% do grupo que afirma que os preços elevados desmotivam a aquisição.
Outro fator que impacta diretamente o faturamento das editoras é a circulação de conteúdos sem custo. O acesso a PDFs e livros digitais gratuitos substitui a compra formal para uma parcela significativa da população: cerca de 41 milhões de pessoas admitem utilizar esses recursos em vez de adquirir exemplares novos.
Para o levantanto, foram ouvidas 16 mil pessoas entre os dias 13/10/2025 e 19/10/2025. A margem de erro é de 0,8%, com um nível de confiança estimado em 95%. Com a conclusão do levantamento, o setor editorial foca agora estratégias para converter esse interesse em consumo, aproveitando a forte penetração das redes sociais em todas as faixas etárias.
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