Ridley Scott, um dos maiores cineastas vivos, já avisou: ele vai terminar seus atuais projetos de cinema e depois vai partir para a animação. Scott se cansou do stress de dirigir multidões de figurantes e um exército de técnicos. Quer deixar as coisas mais fáceis.
Quando falamos em animação logo pensamos em produções voltadas para o público infantil, como Frozen ou Divertida Mente. Mas Ridley Scott está mirando em outro nível – uma animação que reinventa a realidade de um modo que o cinema convencional não consegue alcançar.
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É o caso de Arcane, que está fazendo um grande sucesso pela Netflix. Inspirado pelo game League of Legends, o resultado hipnotiza o espectador com movimentos surpreendentes, ângulos impossíveis e cenas de ação que não nos deixam tirar os olhos da tela.

A história não foge muito do convencional – num futuro distópico (ninguém pensa na possibilidade de um futuro utópico?) existem os muito ricos e os muito pobres. Um grupo de garotos sobrevive realizando pequenos delitos e acidentalmente se envolve com poderes mágicos que desconheciam.
A história, enfim, não é tão importante. É a técnica dos diretores Pascal Charrue e Arnaud Delord que faz a diferença. A série tem um orçamento de 250 milhões de dólares, o que a torna a mais cara animação de todos os tempos. Já está na segunda temporada. A violência de algumas cenas é extrema, mas compensada pela beleza dos movimentos e dos cenários que parecem ter sido tirados de clássicos da pintura.






































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