publicidade
Brasil

Voepass: famílias das vítimas recusam velório coletivo em Cascavel

Do total de 62 mortos, 27 moravam na região; destes, ao menos 18 serão velados em cerimônias privadas

Polícia Científica trabalha na identificação dos corpos das vítimas do voo da Voepass
Polícia Científica em trabalho de identificação dos corpos das vítimas do voo da Voepass | Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

Pelo menos 18 famílias das vítimas do voo da Voepass recusaram a proposta da prefeitura de Cascavel (PR) para um velório coletivo dos corpos. A cerimônia ocorrerá no centro de eventos municipal.

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Receba nossas atualizações

Do total de 62 mortos, 27 moravam na região. O avião modelo ATR-72, de prefixo PS-VPB, saiu de Cascavel com destino a Guarulhos (SP), mas caiu na cidade de Vinhedo (SP), na sexta-feira 9.

Por isso, a gestão do prefeito da cidade paranaense, Leonaldo Paranhos (Podemos), preparou o local desde esta segunda-feira, 12, com tecidos pretos, vasos de plantas e móveis, para apoio aos caixões.

Leia também: “A verdade sobreviveu”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 228 da Revista Oeste

A Secretaria de Assistência Social da cidade informou que 11 famílias decidiram realizar velórios em locais privados. Quatro velórios ocorrerão em cidades próximas, sendo dois em Guaíra e dois em Toledo.

Outros corpos irão para Três Barras (PR) e Fernandópolis (SP). O enterro do piloto, Danilo Romano, ocorreu na zona leste de São Paulo, onde residia. Ainda não houve definição sobre o destino de três vítimas, cujas famílias não receberam ligação da prefeitura.

Famílias estudam ação judicial contra a Voepass

Uma aeronave da companhia Voepass em pista de pouso
Até 2019, a atual Voepass atendia pelo nome Passaredo | Foto: Divulgação/Voepass

As famílias das vítimas do voo 2283 da Voepass planejam uma ação judicial coletiva contra a empresa, depois da conclusão do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Advogados e parentes discutem a alegação de negligência na manutenção da aeronave. Eles citam relatos de problemas técnicos e denúncias de ex-funcionários e outros usuários.

Leia mais: “O Brasil está pegando fogo”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 224 da Revista Oeste

A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, deu um prazo de 48 horas à Voepass para fornecer informações sobre as condições de seus aviões. Terá de haver esclarecimentos sobre os modelos, anos de fabricação e periodicidade de revisões.

Desde o acidente, diversas reclamações contra a companhia vieram à tona. Entre elas, há relatos de bagagens danificadas e problemas graves nas condições das aeronaves. A Voepass também terá de esclarecer seu atendimento às famílias das vítimas.

Leia também: “As marcas da tragédia”, reportagem de Tauany Cattan publicada na Edição 223 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade