publicidade
Brasil

Assédio sexual: Ministério Público do Trabalho abre investigação contra a BYD

Órgão vai apurar relatos divulgados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari sobre supostos abusos contra trabalhadores da montadora

MPT abre investigação depois de denúncias de assédio sexual na BYD
Embora o sindicato ainda não tenha formalizado denúncias, o MPT convocará representantes para apresentar informações | Foto: Divulgação/BYD

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um procedimento para investigar denúncias de assédio sexual e moral na fábrica da BYD em Camaçari (BA), depois de o Sindicato dos Metalúrgicos relatar “dezenas” de casos de assédio sexual e “centenas” de assédio moral. Embora o sindicato ainda não tenha formalizado denúncias, o MPT convocará representantes para apresentar informações.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou nesta quarta-feira, 15, a abertura de um procedimento para apurar denúncias de assédio sexual e moral na fábrica da BYD, em Camaçari (BA). O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari tornou as acusações públicas.

De acordo com o MPT, em um vídeo publicado nas redes sociais, o sindicato afirmou ter recebido “dezenas” de relatos de assédio sexual e “centenas” de denúncias de assédio moral de trabalhadores da montadora.

Receba nossas atualizações

Sindicato ainda não formalizou denúncias

Apesar das declarações públicas, a entidade ainda não apresentou uma denúncia formal ao MPT. Mesmo assim, o órgão decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar os fatos.

Leia também: “Um pedaço da China na Bahia“, reportagem de Mateus Conte publicada na Edição 329 da Revista Oeste

O MPT informou que convocará representantes da entidade para apresentar as informações que embasam as acusações. O órgão também investiga um caso de suposto assédio moral na empresa, ainda em fase preliminar.

Presidente do sindicato relata dificuldades

Ao site do jornal baiano Correio, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim, afirmou que recebeu relatos de mulheres do setor operacional que afirmam ter sofrido assédio.

“Elas têm sido perseguidas tanto por líderes chineses quanto brasileiros”, disse Bonfim. “São mais chineses, mas os dois lados têm feito. O assédio moral é muito intenso na fábrica e é um trampolim para o assédio sexual, a partir do momento em que a pessoa se sente à vontade para perseguir um profissional pelo cargo que ocupa.”

Segundo Bonfim, o sindicato enfrenta dificuldades para identificar o número total de vítimas, já que muitas trabalhadoras evitam denunciar os casos.

“Tivemos alguns casos em que as trabalhadoras vieram falar”, afirmou o sindicalista. “Um deles é de um chinês que assediou três mulheres, passando a mão na genitália. A informação que nos foi passada originalmente é que ele já se mudou para a China, mas ficamos sabendo que ele só foi mudado de área.”

O dirigente disse que o sindicato cobra providências da empresa. Na última quinta-feira, 9, os trabalhadores realizaram uma assembleia e paralisaram o primeiro turno da fábrica. Segundo Bonfim, cerca de 2,5 mil funcionários participaram do movimento, o que deixou de produzir aproximadamente 600 veículos.

“Queremos que a empresa implemente um programa interno de relações interpessoais para prevenir casos de assédio moral e sexual”, declarou.

BYD diz não tolerar nenhuma forma de assédio

Em nota, a BYD afirmou que adota política de tolerância zero contra qualquer forma de assédio no ambiente de trabalho. A montadora declarou que mantém compromisso com a prevenção, a apuração rigorosa das denúncias e a aplicação de medidas disciplinares, incluindo demissão, quando houver comprovação das irregularidades.

A empresa também informou que disponibiliza um canal de denúncias por e-mail, divulgado nas áreas produtivas, para que trabalhadores possam relatar casos de forma anônima.

BYD no Brasil

A BYD iniciou a implantação da fábrica em Camaçari, município localizado a cerca de 50 quilômetros de Salvador, em 2024.

Em abril de 2026, a empresa entrou na chamada “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego por causa da exploração de 163 trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão durante a construção da fábrica.

Dias depois, a empresa obteve uma liminar na Justiça e teve o nome retirado do cadastro enquanto o caso segue em discussão.

+ Como interpretar notícias do Brasil

3 comentários
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Muito cuidado, chineses podem ate cmer criancnhas

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Novidades nenhuma, empresas chinesas só fazem isso, e faraó mais. O LuladrãoBiden vendeu o brasil aos ditadores, comunistas, genocidas chineses.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade