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USP tenta encerrar greve com gratificação de até R$ 1,6 mil a servidores

Reitoria apresenta pacote de medidas e condiciona implementação ao fim da paralisação

USP
Fachada da Universidade de São Paulo | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Universidade de São Paulo (USP) apresentou nesta sexta-feira, 17, uma proposta aos servidores para encerrar a greve iniciada na última quarta-feira, 14. A reitoria ofereceu uma gratificação de R$ 1,6 mil a todos os funcionários, nos mesmos moldes do benefício previsto para docentes.

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Segundo o boletim do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a paralisação atingiu mais de 30 unidades da universidade na capital e no interior.

A principal reivindicação dos servidores é a isonomia; eles contestam a criação de uma gratificação exclusiva de R$ 4,5 mil para professores, aprovada no fim de março. Para os trabalhadores, a medida desrespeita a igualdade de tratamento dentro da universidade.

USP propõe gratificação a servidores

A reitoria apresentou três propostas durante negociação com representantes da categoria. A principal prevê o pagamento de uma gratificação mensal a todos os funcionários pelo mesmo período destinado aos docentes, inicialmente de dois anos.

O valor será definido pela divisão do montante total previsto para professores entre os servidores técnico-administrativos. Caso o investimento alcance R$ 238 milhões por ano, cada funcionário poderá receber cerca de R$ 1,6 mil mensais.

O pagamento está previsto para começar em 2027, junto com o início do benefício destinado aos docentes.

Outras propostas e próximos passos

A reitoria também se comprometeu a estudar o abono de horas durante o recesso de fim de ano e a criar um sistema de transporte interno gratuito no campus.

Leia mais: “Com impacto de cerca de R$ 30 milhões, governo Lula sanciona lei que amplia vagas em tribunal

As propostas estão condicionadas ao fim da greve. A decisão caberá aos trabalhadores, em assembleia marcada para a próxima quarta-feira, 22.

O movimento também cobra a inclusão de representantes estudantis nas negociações, o que foi negado pela reitoria, de acordo com o boletim.

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