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Turma do STF confirma impedimento de Zanin para julgar recurso de Bolsonaro

A ação é contra a inelegibilidade imposta ao ex-presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral

STF Zanin Bolsonaro
Lula na posse de Cristiano Zanin, seu ex-advogado, como ministro do STF, ladeados por suas esposas. Waleska Teixeira Martins assumiu o escritório do marido."|Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, em sessão realizada nesta quinta-feira, 9, a decisão de impedimento do ministro Cristiano Zanin para atuar no recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra uma condenação de ilegibilidade imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Zanin havia se declarado impedido no dia anterior e encaminhado o caso para avaliação dos demais ministros no plenário virtual.

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A defesa de Bolsonaro busca reverter a sentença do TSE que tornou o ex-presidente inelegível por oito anos em junho de 2023, após uma ação movida pelo PDT relacionada a críticas de Bolsonaro à segurança das urnas eletrônicas durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022.

Jair Bolsonaro e Cristiano Zanin
Os advogados de Jair Bolsonaro também destacaram a amizade ‘íntima e longeva’ entre o ministro Cristiano Zanin e o presidente Lula | Foto: Montagem/@jairmessiasbolsonaro/@studio877

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Por sorteio, o ministro Zanin havia sido designado para relatar o recurso, porém a equipe jurídica de Bolsonaro solicitou seu afastamento do caso, alegando que ele havia atuado em uma ação semelhante quando representava a campanha de Lula.

Após análise, a Procuradoria-Geral da República considerou que não havia motivos para o impedimento de Zanin. No entanto, o próprio ministro decidiu se declarar impedido com o objetivo de manter a economia processual, reconhecendo a semelhança entre a ação do PDT e a que ele havia apresentado anteriormente.

Essa decisão de Zanin abriu espaço para que os demais ministros da Primeira Turma confirmassem o impedimento.

Leia também: “TSE impõe multa de R$ 250 mil à coligação de Lula por impulsionamento contra Bolsonaro”

Moraes confirmou impedimento

O ministro Alexandre de Moraes, em voto separado, concordou com a posição da PGR e considerou que a alegação de suspeição de Zanin era “inadequada” e “extemporânea”.

No entanto, Moraes ponderou que a permanência dele poderia gerar conflito de interesses devido à possibilidade de futuros recursos relacionados à ação na qual ele atuou como advogado.

Por esse motivo, Moraes acompanhou a decisão de impedimento confirmada pelos demais ministros da Primeira Turma: Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Leia também: “Quase metade dos brasileiros discorda da inegibilidade de Bolsonaro”

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