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Tragédia no RS: Guaíba deve ficar acima de 5 metros

Lago já marcava 4,66 metros às 10h; elevação dos níveis se dá com a chegada da vazão pelos rios contribuintes

Economia RS enchente prefeitura Porto Alegre
Prefeitura da capital gaúcha, Porto Alegre, cercada pelas águas do Rio Guaíba | Foto: Reprodução/@omundodoctg

O Lago Guaíba pode ultrapassar os 5 metros entre terça-feira e quarta-feira, dias 14 e 15, respectivamente. A elevação dos níveis se dá em decorrência da vazão dos rios contribuintes e a atuação dos ventos, segundo novo boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

O Guaíba recebe água das bacias dos Rios Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos e Gravataí. Às 10h deste domingo, o lago marcava 4,66 no Cais de Mauá. A elevação do nível do lago piora a situação de Porto Alegre, com risco de inundação. 

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A situação em Porto Alegre já é crítica por conta da elevação do Guaíba. Casas e pontos históricos da capital gaúcha estão tomados pelas águas. Com alerta de novas tempestades e aumento do volume de rios que abastecem o lago, as enchentes podem piorar.

“Nós temos chuvas se confirmando em nosso Estado”, alertou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). “A gente vem emitindo esses alertas ao longo da semana de que deve haver elevação novamente de rios por conta das chuvas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Estado. Há influência nos rios Taquari, Jacuí, Sinos e Caí.”

Guaíba não é o único com tendência de aumento de volume

Ainda segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas houve o registro de volumes de precipitação no Centro, Região Metropolitana e Serra, com valores chegando aos 120 milímetros pontualmente nos Vales.

Em decorrência dessas chuvas, praticamente todos os rios do Estado estão com tendência de elevação. Há previsão de inundação nas bacias dos rios Caí, Taquari e Jacuí.

Os rios Gravataí e Sinos também terão manutenção dos níveis ainda elevados e retorno da elevação. A Laguna dos Patos apresenta tendência de elevação significativa nos pontos monitorados das regiões costeiras. 

Já no baixo do rio Uruguai já se observa uma estabilidade do volume de água e tem possível declínio a partir do município de São Borja.

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