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Tragédia em Vinhedo (SP): Voepass é a 4ª aérea do país, com 0,5% do mercado

Ainda de acordo com a própria companhia, ela opera 60 voos diários. Além disso, transporta cerca de 70 mil passageiros por mês

Uma aeronave da companhia Voepass em pista de pouso
Até 2019, a atual Voepass atendia pelo nome Passaredo, empresa que encarou processo de recuperação judicial | Foto: Divulgação/Voepass

O avião que caiu na última sexta-feira, 9, em Vinhedo (SP), era da Voepass, quarta maior companhia aérea brasileira. A empresa, que antes se chamava Passaredo, tem sede em Ribeirão Preto (SP) e atua em 40 cidades, segundo informações de seu site.

Ainda de acordo com a própria companhia, ela opera 60 voos diários. Além disso, transporta cerca de 70 mil passageiros por mês.

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Em junho, ela detinha 0,5% do mercado brasileiro de transporte aéreo, ficando atrás da Latam (39,6%), Azul (31%) e Gol (28,8%). No fim do ano passado, a companhia tinha 859 funcionários, sendo 131 pilotos e tripulantes, e dez aviões fabricados pela francesa ATR.

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Em número de voos domésticos, a Voepass havia sido, em 2023, a empresa a registrar o maior crescimento, com 22%. A Latam veio na sequência, com 13%. Em 2019 (último dado disponibilizado pela Agência Nacional de Aviação Civil, a companhia teve prejuízo de R$ 27 milhões. No mesmo ano, o caixa estava negativo em R$ 30 milhões.

O dono da companhia é o comandante José Luiz Felício Filho, filho do fundador da Passaredo, José Luiz Felício, que morreu no ano passado. Felício fundou a Viação Passaredo em 1978 e em 1995 criou a empresa aérea. Ele presidiu a companhia até 2002, quando passou o controle para o filho.

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Processo de recuperação judicial e mudança de nome: de Passaredo a Voepass

A Passaredo entrou em 2012 com processo de recuperação judicial. Movimentação que se deu na tentativa de sanar uma dívida estimada em R$ 150 milhões.

Em 2017, chegou a negociar a transferência do controle de seu capital para o Grupo Itapemirim, que também enfrentou recuperação judicial. A venda, contudo, foi cancelada no mesmo ano. Além disso, a companhia mudou de nome para Voepass. A alteração nesse sentido ocorreu em 2019.

A Latam comercializa a venda de passagens. Procurada, disse lamentar o acidente e presta “seu profundo pesar aos familiares dos passageiros do voo 2283”.

A Voepass, em seu site, informou que “acionou todos os meios para apoiar os envolvidos”.

Leia também: “‘Parafuso chato’: entenda condição de avião que caiu em Vinhedo (SP)”


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e do jornal O Estado de S. Paulo

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2 comentários
  1. Armando Zangirolami Filho
    Armando Zangirolami Filho

    Sabemos que esse avião jamais poderia estar em serviço pois passou por manutenção recentemente nesse ano na Bahia e sabendo que os danos estruturais eram por toda a fuselagem leme e flaps. Sendo assim todos os envolvidos e responsáveis pelo laudo após essa manutenção devem serem responsabilizados.

  2. Armando Zangirolami Filho
    Armando Zangirolami Filho

    Sabemos que esse avião jamais poderia estar em serviço pois passou por manutenção recentemente nesse ano na Bahia e sabendo que os danos estruturais eram por toda a fuselagem leme e flaps. Sendo assim todos os envolvidos e responsáveis pelo laudo após essa manutenção devem serem responsabilizados.

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