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Sucesso à parte, trabalho nas fronteiras ainda tem muito a evoluir

Abordagens múltiplas com apoio de dois a três países no combate ao crime transnacional é um dos fatores que pode ser aprimorado

Na imagem, o coordenador-geral de fronteiras da pasta, Eduardo Bettini | Foto: Divulgação
Na imagem, o coordenador-geral de fronteiras da pasta, Eduardo Bettini | Foto: Divulgação

Apesar de satisfatório, o sucesso de apreensões nas fronteiras ainda tem muito espaço para melhorar. Sobretudo no que se refere ao relacionamento entre o Brasil e os países vizinhos, reconhece o coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça, Eduardo Bettini.

O responsável pelo Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA) enaltece o acordo de cooperação internacional policial assinado na última cúpula do Mercosul, em dezembro do ano passado, em Bento Gonçalves (RS). Diz que o tratado flexibiliza uma série de ações que facilitam o trabalho integrado entre os países do bloco.

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Mas Bettini admite que é possível aprimorar os trabalhos. “Com certeza temos muito ainda a evoluir nessa abordagem em relação às fronteiras. Ter uma abordagem múltipla, de mais de um parceiro, dois, três países. Mas melhorou muito”, destaca. À Oeste, ele diz que tem percebido uma postura de maior convergência dos agentes de segurança paraguaios.

Trabalho conjunto

Há muitos anos, sustenta Bettini, não via uma atuação tão enérgica do governo paraguaio em coibir o crime nas fronteiras. “Destruíram portos clandestinos ao lado de Itaipu, apreendendo cargas de cigarro. Foram 11 milhões de cargas apreendidas em pouco tempo. Tem aumentado muito a disposição dos países vizinhos. Chamo a atenção principalmente para o Paraguai esse trabalho conjunto”, diz.

Além das ações citadas, ele reforça operações de destruição de roças de maconha pela polícia paraguaia. Há cerca de três anos, era outra realidade. “Posso te dizer que a convergência de propostas está maior. O contrabando é tão maléfico para o Paraguai quanto para o Brasil, porque as organizações acabam migrando para lá e acabam trazendo mais danos do que benefícios”, explica Bettini.

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