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STF determina que TJRJ reavalie prisão preventiva de Monique Medeiros

Professora é acusada de negligência na morte de seu filho, Henry Borel

Monique Medeiros Henry Borel STF
Monique Medeiros, ré pelo homicídio do filho Henry Borel | Foto: Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu parcialmente um habeas corpus para que a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) reavalie a prisão preventiva de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 12.

Monique Medeiros havia obtido a revogação da sua prisão preventiva pelo juízo de primeiro grau, com a imposição do uso de tornozeleira eletrônica como medida cautelar. No entanto, o TJRJ restabeleceu a prisão. Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a revogar a custódia, mas uma decisão do STF restabeleceu a prisão preventiva.

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Diante desse cenário, a defesa de Monique apresentou petição ao STF para que fosse esclarecido ao juízo de primeira instância que a reavaliação da prisão, conforme determina o artigo 316 do Código de Processo Penal, “não importa em violação da decisão desta Corte”, pois se trataria de um novo momento processual.

Ao analisar o pedido, Gilmar destacou que, “decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal”.

Gilmar Mendes no STF
Gilmar Mendes, durante sessão da 2ª Turma do STF – 25/02/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Contudo, o ministro ressaltou que o juízo de primeiro grau não poderia reavaliar a prisão, pois a decisão que restabeleceu a custódia foi emitida pelo TJRJ. “Na espécie, o órgão emissor do decreto prisional não foi o juízo de primeiro grau, como alega a defesa, mas o de segundo”, explicou Mendes.

Diante disso, ele concedeu parcialmente habeas corpus para que o TJRJ, e não o juízo de primeira instância, reavalie a necessidade da prisão. A decisão foi acompanhada de determinação de comunicação ao TJRJ e ao juízo de primeiro grau.

Decisão do STF afeta caso Henry Borel

Henry Borel era filho da professora Monique Medeiros e do engenheiro Leniel Borel. Depois da separação dos pais, em 2020, Monique começou um relacionamento com o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e mudou-se com Henry para o apartamento dele na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em novembro daquele ano.

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Na madrugada de 8 de março de 2021, Henry foi levado ao Hospital Barra D’Or por Monique e Jairinho, já sem vida. O laudo do Instituto Médico-Legal indicou múltiplas lesões graves, como hemorragia interna e laceração hepática, o que sugeria morte violenta.

As investigações revelaram mensagens entre Monique e a babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, nas quais Thayná relatava agressões de Jairinho contra o menino. Monique teria conhecimento dos atos, mas não tomou medidas para proteger o filho.

henry borel
Henry Borel, foi morto aos 4 anos de idade | Foto: Reprodução/YouTube

Em 8 de abril de 2021, Jairinho e Monique foram presos preventivamente, acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura. O caso gerou grande repercussão nacional e internacional e foi comparado a outros casos de violência infantil no Brasil, como o assassinato de Isabella Nardoni, em 2008.

Em junho de 2021, o mandato de Jairinho foi cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e se tornou o primeiro vereador da história da Casa a sofrer essa penalidade. O julgamento de Jairinho e Monique começou em outubro daquele ano, com depoimentos de diversas testemunhas, e o caso segue em andamento.

Em 2022, foi sancionada a Lei Henry Borel, que aumentou o rigor na punição de homicídios contra menores de 14 anos e estabeleceu medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.

Leia também: “O Brasil precisa acabar com as ‘saidinhas’ da cadeia”, artigo de Rute Moraes publicada na Edição 199 da Revista Oeste

6 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Gilmar Mendes, exemplo de mau juíz ⚖️👺👹😖🤬

  2. Maria Aparecida Teixeira
    Maria Aparecida Teixeira

    VOCÊS QUER APOSTAR QUE AINDA VÃO DAR A LIBERDADE PRA ESSA ASS*SS*NA

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O beiçola é conhecido por soltar criminosos

  4. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔 quero ver usarem a argumentação do “prisão sem julgamento é tortura”……ou de perseguição nesse caso 🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔🤔
    4 anos de cadeia sem julgamento, será perseguição 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
    Ah, mas daí é bandido né……o seu é santo🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

    1. O BELFORROXENSE
      O BELFORROXENSE

      Menine Leo Saravá relinchante. O crack está te fazendo muito mal mesmo.
      È tão mula, veja que não se compara…No caso dessa vadia houve morte de uma criança… Por acaso houve alguma morte no 08/01, ou morte de alguem?
      Seu trouxa dos emojin.. Vai comer seu capim e se tratar com psiquiatra e no Narcóticos Anônimos…

    2. Maria Aparecida Teixeira
      Maria Aparecida Teixeira

      Essa daí niglengiciou a morte do próprio filho,palhaço

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