O Estado de São Paulo confirmou nesta quarta-feira, 8, mais duas mortes provocadas por intoxicação com metanol. Com as novas informações, o total de mortes subiu para cinco. Outros seis casos fatais ainda estão sob investigação. Segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES), há 20 casos confirmados de intoxicação, 111 descartados e 181 notificações em análise.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
De acordo com o órgão, as mortes confirmadas ocorreram nos dias 25 e 28 de setembro. As vítimas são três homens de 54, 46 e 45 anos, moradores da capital paulista; uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; e um homem de 23 anos, de Osasco. Desde a confirmação dos primeiros casos, em setembro, o governo estadual mantém um gabinete de crise para coordenar ações de saúde, segurança e fiscalização.
A SES informou que enviou 3 mil novas ampolas de antídoto a mais de 20 centros de referência da rede estadual, o que totaliza 5,5 mil unidades disponíveis para o tratamento dos pacientes. O antídoto utilizado é o álcool etílico absoluto, administrado conforme a gravidade do quadro clínico. Segundo a secretaria, “a quantidade de ampolas usadas no tratamento varia de acordo com o quadro clínico da pessoa, a depender da gravidade da intoxicação”.
Crise do metanol
O metanol é uma substância altamente tóxica, usada principalmente como solvente industrial e combustível. Quando ingerido, pode causar danos graves ao sistema nervoso, cegueira e morte. Diante do aumento de notificações, o governo paulista reforçou o fluxo laboratorial da rede estadual para agilizar a confirmação dos diagnósticos.
Pelo novo protocolo, amostras de sangue e urina coletadas nas unidades de saúde são enviadas ao Laboratório de Toxicologia Analítica Forense da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, e ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp. Os laudos são emitidos em até 24 horas, com apoio logístico do Instituto Adolfo Lutz, responsável pelo transporte do material.
A secretaria orienta que pacientes que apresentem sintomas como sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, sensibilidade à luz e convulsões procurem atendimento médico imediato. O protocolo estadual determina que o tratamento seja iniciado já na suspeita clínica, sem aguardar os resultados laboratoriais, por causa da rápida evolução da intoxicação.
Leia também: “Precisamos falar sobre a OMS”, artigo de Alexandre Borges publicado na Edição 03 da Revista Oeste
Rio Grande do Sul confirma 1º caso de intoxicação por metanol
Deputada do PL propõe penas de até 30 anos para adulteração de bebidas alcoólicas
Ministério da Saúde envia antídoto contra metanol a 9 Estados
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.