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Sindicato anuncia adiamento da greve no Metrô de São Paulo

A categoria decidiu aguardar até o 5 de junho para negociar com o governo do Estado por melhorias salariais e de benefícios

Em outubro do ano passado, o metrô parou por um dia em uma greve unificada com a CPTM a Sabesp | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Em outubro do ano passado, o metrô parou por um dia em uma greve unificada com a CPTM a Sabesp | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Sindicato dos Metroviários decidiu adiar a greve no Metrô de São Paulo, inicialmente marcada para esta quarta-feira, 22. A categoria aguardará até o dia 5 de junho por propostas do governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A decisão de suspender a greve será tomada em uma votação depois de uma assembleia que ocorreu na noite desta terça-feira, 21. A deliberação se deu depois de uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho nesta tarde. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

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A possibilidade de greve foi aprovada na semana anterior. O objetivo era confirmar a paralisação na assembleia desta terça-feira à noite. Entretanto, a direção do sindicato optou por suspender a ação.

Segundo Camila Lisboa, presidente do sindicato, o Metrô enviou uma carta nesta segunda-feira, 20, comprometendo-se a apresentar propostas com melhorias no pagamento e do programa de resultados até 5 de junho.

Trabalhadores do Metrô de São Paulo pedem aumento

Os trabalhadores do Metrô de São Paulo reivindicam aumento salarial e de benefícios, a recontratação de demitidos na última greve, ocorrida em 2023, além da realização de concursos públicos para novas contratações. Também protestam contra as privatizações no transporte público estadual.

Na última sexta-feira, 17, a Justiça do Trabalho da 2ª Região determinou que, em caso de greve, o Metrô de São Paulo deveria operar com 100% do efetivo nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 50% nos outros períodos até a decisão final do caso.

Leia também: “Cratera se abre em quadra de condomínio próximo à obra do metrô em São Paulo”

A decisão de sexta-feira foi do desembargador Davi Furtado Meirelles, que atendeu parcialmente ao pedido do Metrô. A estatal solicitava operação com 100% e 80% do efetivo nos horários de pico e demais períodos, respectivamente, além de uma multa diária por interrupção dos serviços.

O magistrado também estipulou uma multa diária de R$ 100 mil tanto para o Sindicato dos Metroviários quanto para o Metrô, caso houvesse impedimentos ao acesso dos trabalhadores, vagões nas vias e nos pátios, ou obstrução ao trânsito livre dos vagões nos trilhos.

Decisões e próximas assembleias

Na assembleia desta terça-feira, 21, com a indicação do governo de negociar, Camila Lisboa mencionou que o magistrado sugeriu a suspensão da greve. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima terça-feira, 28, com a proposta de manter o estado de greve e suspender a paralisação prevista para quarta-feira. Uma nova assembleia ocorrerá em 5 de junho.

Em outubro do ano passado, houve uma paralização de um dia no metrô, em uma greve conjunta com funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado) contra as privatizações.

Em 12 de outubro, outra greve, que durou cerca de três horas, interrompeu a circulação de trens do metrô, nove dias após a greve anterior. A paralisação foi motivada pela recusa dos trabalhadores da linha 2-verde em assumir suas funções após receberem advertências que consideraram injustas.

No mês seguinte, o transporte sobre trilhos, incluindo metrô e CPTM, parou novamente em protesto contra os planos de privatização do governo Tarcísio de Freitas.

1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Que se ponha na rua os grevistas. Candidatos ao emprego é que não falta. Seria melhor um metrô privatizado.

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