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Servidores de agências reguladoras aceitam proposta de reajuste salarial do governo Lula

Com o acordo, o Sinagências, que representa a categoria, deve encerrar a greve iniciada no início do ano

Agências reguladoras negociaram com o governo Lula por cinco meses | Foto: Divulgação/Sinagências
Agências reguladoras negociaram com o governo Lula por cinco meses | Foto: Divulgação/Sinagências

O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), que representa os servidores das agências reguladoras brasileiras, aceitou a nova proposta do governo Lula depois de uma greve iniciada no começo do ano, com paralisações mais recentes.

A proposta do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) oferece um reajuste de 27% para servidores de carreira e 15,5% para os do Plano Especial de Cargos (PECs), divididos em duas parcelas. Essa oferta é maior do que a anterior e deve ser formalmente aceita.

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Com a aceitação, o acordo deverá ser assinado nesta quarta-feira, 21, em Brasília. Embora o sindicato tenha afirmado que a proposta não atende a todas as demandas, ela foi aprovada por 69% dos servidores na assembleia, com 1.969 votos a favor, 868 contra e 23 abstenções.

Segundo o presidente do sindicato, Fabio Rosa, essa é a segunda melhor proposta entre mais de 60 negociações com o governo.

O governo também prometeu criar um grupo de trabalho em até 180 dias, a partir de novembro, para discutir demandas não incluídas no acordo, como a mudança na nomenclatura de cargos.

Agências reguladoras rejeitaram proposta anterior

Servidores das agências reguladoras anunciam greve de 48 horas
Sinagências classificou a proposta anterior como insuficiente | Foto: Reprodução/Instagram

Em julho, os servidores das agências reguladoras rejeitaram a proposta do governo Lula e anunciaram uma greve de 48 horas. O Sinagências informou que 99% dos votos na assembleia-geral foram contra a proposta.

Na época, o governo ofereceu um reajuste de até 21,4% para cargos de carreira e até 13,4% para quem está no PEC, com pagamento dividido em duas parcelas, em janeiro de 2025 e abril de 2026.

“Essa proposta não resolve as distorções remuneratórias internas à categoria e externas em relação às demais categorias típicas de Estado”, afirmou o sindicato, em nota.

O sindicato representa os trabalhadoras das seguintes agências:

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • Agência Nacional de Aviação Civil (Anac);
  • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
  • Agência Nacional de Mineração (ANM);
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS);
  • Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
  • Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
  • Agência Nacional do Cinema (Ancine);
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP); e
  • Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

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