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Brasil

Relato de assédio foi levado à mulher de ministro do STJ, mostram mensagens

Katcha Buzzi reagiu com surpresa ao relato dos pais da jovem, de 18 anos

Marco Buzzi ministro stj
Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Uma troca de mensagens revelou que os pais da jovem que acusa Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de importunação sexual, comunicaram o episódio à mulher dele poucas horas depois dos fatos. Os diálogos foram apresentados à Justiça e acessados pelo jornal Folha de S.Paulo.

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Katcha Buzzi, mulher do ministro, reagiu com surpresa ao relato dos pais da jovem, de 18 anos. “Não sei o que dizer”, escreveu. “Nunca imaginaria isso. Está difícil, acabou com minha vida.”

Detalhes do suposto episódio e depoimentos

O suposto episódio teria ocorrido em 9 de janeiro, na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), onde o ministro do STJ possui residência. A jovem e seus pais prestaram depoimento à Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.

Em nota, Katcha Buzzi declarou que as mensagens mostram sua descrença sobre as acusações. “Temos 43 anos de uma sólida e respeitosa união familiar”, diz a nota. “Reafirmo que eu e minhas três filhas estamos firmes em apoiar o meu marido por não acreditarmos na veracidade dessas acusações.”

Segundo os relatos, depois de sair do mar e contar que teria sido agarrada e tocada pelo ministro, a jovem relatou o ocorrido ao pai, que chamou a mãe. A família deixou a casa em seguida e, já no carro, o pai enviou mensagem ao grupo de amigos explicando a saída.

No depoimento, o pai afirmou que a filha ficou “extremamente abalada, chorando de forma contínua e demonstrando desespero”. Ele contou que tentou acalmá-la e pediu para que preparasse as malas, pois iriam embora imediatamente.

A mãe da jovem relatou que ajudou a filha a arrumar as malas e inventou uma desculpa para a saída, dizendo que a sogra havia se acidentado. Ela também afirmou que Buzzi questionou se o problema estava relacionado à sogra ou à jovem, ao que respondeu que ele sabia o motivo.

O conteúdo das mensagens enviadas na viagem até o aeroporto incluía o relato da jovem sobre ter sido agarrada pelo ministro dentro do mar. Ela contou à polícia que conseguiu se desvencilhar depois de tentativas dele de puxá-la e que ouviu dele que deveria ser “menos sincera”.

Reações da família do ministro do STJ e desdobramentos

Nove dias mais tarde, Katcha Buzzi voltou a se manifestar em mensagem, sugerindo que a jovem teria “problemas emocionais” e “extrapolou o razoável”. Acrescentou nunca ter ouvido relatos semelhantes sobre o marido em 47 anos de convivência.

Ela ainda destacou que o ministro, “professor e convivendo diariamente com jovens”, jamais teve qualquer “ruído de abordagem” semelhante ao caso relatado.

Em nota divulgada na quarta-feira 4, Marco Buzzi afirmou que foi “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. O ministro do STJ declarou ainda que repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.”

Na sexta-feira 6, a defesa do ministro pediu respeito ao devido processo legal e criticou o que considerou tentativa de julgá-lo sem investigação. Buzzi obteve licença médica depois da repercussão, e o STJ instaurou sindicância para apurar o caso.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Robson 1/77
    Robson 1/77

    Sempre tem a primeira vez para tudo.
    E quanto abordar alunas é para se pensar!
    PILANTRA DEVERIA SER DEMITIDO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO como qualquer funcionário essa proteção tem que acabar.

  2. Gracia Maria Moura
    Gracia Maria Moura

    Uma história complicada que precisa ser investigada e esclarecida. Duas famílias aparentemente vítimas, o caso precisa de uma boa investigação.

  3. Gilberto Novaes
    Gilberto Novaes

    É complicado para ambos os lados, considerando uma possível inocência do acusado. É difícil provar a ocorrência ou não do crime. Nestes casos, normalmente surgem relatos de outras vítimas que corroboram as alegações da vítima, como recente caso do ex-ministro de Lula.

    1. Robson 1/77
      Robson 1/77

      Qual motivo a moça teria para gritar?
      Se a família já se reuniu em outras ocasiões, caso fosse um vendedor de pipoca estaria preso preventivamente

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