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Nesta terça-feira, 30, o Rio de Janeiro enfrenta o segundo dia de greve dos motoristas de ônibus, resultando em pontos de ônibus lotados e dificuldades de deslocamento para os passageiros. A categoria, que reivindica aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho, participa de uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) às 11h. Apesar de um aumento na frota de ônibus e reforços em metrôs e trens, muitos usuários continuam enfrentando atrasos e lotação.
A greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro chegou ao segundo dia nesta terça-feira, 30. Passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar nas primeiras horas de hoje. Usuários relataram falta de coletivos e pontos de ônibus lotados nas redes sociais.
Rodoviários e empresários participam de uma audiência de mediação às 11h. A reunião que ocorrerá no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) busca uma solução para encerrar a paralisação.
A greve começou nesta segunda-feira, 29. O movimento mantém o sistema de ônibus em operação com capacidade reduzida. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados. Os trabalhadores também pedem aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5×2.
Prefeitura recomenda uso de outros modais
O Centro de Operações de Resiliência da Prefeitura orientou a população a priorizar metrô, trens e barcas. O Rio Ônibus informou que cerca de 1,4 mil ônibus circulavam na cidade. O número supera o registrado na segunda-feira. A entidade também informou a ausência de novos casos de vandalismo durante a madrugada.
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A Mobi-Rio informou que a frota do BRT era 26% maior às 6h desta terça-feira em comparação com segunda-feira. Dos 541 articulados previstos para esse horário, 361 estavam em operação. O total equivale a 67% do planejado.
A TrensRJ colocou 30 viagens extras em operação. Além disso, a concessionária também reforçou as equipes de estações, segurança, manutenção e monitoramento. Os intervalos variam entre oito e 15 minutos na maior parte dos ramais. O intervalo é de 30 minutos no trecho Saracuruna–Gramacho. O MetrôRio informou que mantém a operação reforçada.
Impactos na circulação
Apesar do maior número de coletivos em circulação na capital carioca, passageiros continuam relatando plataformas cheias e atrasos.
O Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus realizam a audiência de mediação às 11h no TRT-1. Esta é a principal expectativa do dia. O sindicato convocou uma assembleia da categoria para as 11h30, em frente ao tribunal, depois da reunião.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a categoria manterá a paralisação até a realização da audiência. O dirigente também disse que as empresas não enviaram retorno ao sindicato sobre as reivindicações até o momento.
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O TRT-1 reconheceu a legalidade da greve no sábado. O tribunal negou o pedido do Rio Ônibus para declarar a paralisação ilegal. No entanto, a desembargadora Maria Helena Motta determinou a circulação de pelo menos 50% da frota de cada linha. A magistrada fixou multa diária de R$ 50 mil para ambos os sindicatos em caso de descumprimento.
Além disso, a desembargadora também proibiu as empresas de contratarem motoristas temporários e de demitirem funcionários grevistas. O tribunal analisará o pedido para impedir descontos salariais posteriormente.
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