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Chuva com rajadas de vento de mais de 100 km/h é recorde em São Paulo; entenda

No sábado 4, cerca de 1 milhão de endereços ficaram sem luz na cidade

Vento São Paulo
As rajadas de vento não pouparam nem o teto do Autódromo de Interlagos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os ventos superiores a 100 km/h durante a chuva da sexta-feira 3 foram os maiores já registrados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo desde 1995, quando esses dados começaram a ser computados na capital. Às 16h15, por exemplo, as rajadas de vento no Aeroporto de Congonhas atingiram 103,7 km/h.

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O vendaval derrubou centenas de árvores, o que afetou a rede elétrica. Ainda neste sábado, 4, cerca de 1 milhão de endereços ficaram sem luz na cidade de São Paulo. O apagão continua em diversas regiões neste domingo, 5.

Veja a medição da velocidade do vento em diferentes locais:

  • Aeroporto Congonhas — 103,7km/h às 16h15;
  • Estação Meteorológica Santana/Tucuruvi — 94,1km/h às 16h30;
  • Estação Meteorológica Campo Limpo — 71,7km/h às 16h10;
  • Aeroporto de Guarulhos — 68,6km/h às 16h40;
  • Estação Meteorológica Capela do Socorro/Sub — 52,1km/h às 16h10;
  • Estação Meteorológica Vila Prudente — 49,4km/h às 16h30;
  • Estação Meteorológica Vila Mariana — 48,1km/h às 16h20;
  • Estação Meteorológica M’boi Mirim — 48,1km/h às 16h10;
  • Estação Meteorológica Itaim Paulista — 44,6km/h às 16h40; e
  • Estação Meteorológica São Mateus — 40,6km/h às 16h30.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou que os ventos superiores a 100 km/h chegaram à maior velocidade já registrada pelo CGE. “Foi uma situação excepcional”, disse. “Muito fora do contexto.”

Nunes também salientou as cerca de 1,4 mil ocorrências de quedas de árvore. Em julho, por exemplo, em outro evento extremo depois da passagem de um ciclone pela Região Sul, cerca de 300 chamados foram abertos. Nunes justificou que as quedas de árvore exigem desligamentos temporários de energia para a segurança das equipe envolvidas.

O prefeito afirmou que cerca de 1,4 mil pessoas trabalham na dinâmica de corte de árvores e outras 1,9 mil na limpeza. No Parque do Ibirapuera, 128 árvores caíram, o que motivou o fechamento do espaço neste sábado.

Energia São Paulo
Por volta das 23h da sexta-feira 3, na Mooca, zona leste de São Paulo, apenas a iluminação pública funcionava | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo

Sem luz

A Entidade Nacional de Eletricidade (Enel) anunciou, no sábado, que o fornecimento de energia em São Paulo será majoritariamente restabelecido até terça-feira 7. Há relatos de imóveis sem luz há mais de 24 horas.

Os impactos são maiores especialmente nas zonas sul e oeste, em bairros como Morumbi, City América, Paraíso, Rio Pequeno, Santo Amaro, Vila Romana, Campo Belo e Butantã.

A Enel se comprometeu a garantir o fornecimento de energia em todas as escolas que aplicarão as provas do Enem neste domingo. A concessionária identificou que 84 pontos de aplicação do exame estavam com falta de luz. Em caso do fornecimento não estar normalizado, irá instalar um gerador no local.

As fortes chuvas deixaram ao menos seis pessoas mortas no Estado, das quais duas na capital, na zona leste. Mais de 40 municípios tiveram ocorrências por queda de árvores.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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