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Professor de escola estadual é preso por importunação sexual em São Paulo

Ao menos cinco alunas denunciaram o crime

Além das crianças se manifestarem de preto, estudantes do ensino médio fizeram um minuto de silêncio em apoio às meninas vítimas do ensino fundamental, depois do intervalo de aula | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Além das crianças se manifestarem de preto, estudantes do ensino médio fizeram um minuto de silêncio em apoio às meninas vítimas do ensino fundamental, depois do intervalo de aula | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Um professor de geografia de 38 anos foi preso em flagrante por importunação sexual, na última sexta-feira, 26. Ele lecionou por poucos dias na Escola Estadual Martim Francisco, no bairro paulistano da Vila Nova Conceição. A prisão ocorreu no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais militares foram acionados para atender a uma denúncia de crime sexual na escola. Quando chegaram ao local, souberam que cinco menores denunciaram o professor. Todos os envolvidos estiveram na delegacia, e o professor foi indiciado.

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O caso foi registrado no 14º Distrito Policial da capital paulista. O professor, identificado como Patrick Renan Mariano, passou por audiência de custódia. O Poder Judiciário converteu o flagrante em prisão preventiva.

Importunação sexual

Segundo depoimento concedido a Oeste por Karen Garcia, mãe de uma das vítimas, o professor iniciou as aulas na escola na última quarta-feira, 24.

No dia seguinte, a filha de Karen, de 12 anos, contou que estava incomodada com a postura do professor, que teria olhado algumas vezes para os seios dela.

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Também há a denúncia de que Mariano teria passado a mão no seio de outra aluna. Os meninos até mudaram de lugar na sala de aula para que o docente não tivesse visão das estudantes.

Foto: Reprodução/Facebook
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais militares foram acionados para atender a uma denúncia de crime sexual na escola Martim Francisco | Foto: Reprodução/Facebook

“As crianças falaram que a diretora permitiu que o professor saísse da escola”, informou Karen. “Apesar de a diretora alegar que a porta estava aberta, há uma foto do professor protegido em uma sala. Ele não seria agredido nem nada. Ninguém sabe como ele saiu de lá.”

A diretora da Escola Estadual Martim Francisco, Edicleusa Terezinha Lazcano Alcala, negou a acusação de que teria deixado Mariano escapar da escola, apesar da denúncia de importunação sexual. Ela participou de reunião que ocorreu na tarde desta segunda-feira, 29, entre os pais e a superintendência do colégio.

Ainda haverá investigações sobre o caso, que deve recolher os relatos e imagens nas câmeras.

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Segundo os depoimentos, os policiais afirmaram que o professor teria antecedente criminal por estupro de vulnerável, uma criança de 5 anos, crime que teria ocorrido de 2011 a 2012. O fato de o Mariano ter dois RG’s — um criminal e outro sem antecedentes, para consulta pública — pode ter camuflado o histórico do docente.

Indignados, os pais de estudantes da Martim Francisco se mobilizaram para realizar um abaixo-assinado contra a diretoria do colégio. Karen afirmou que a escola é “ótima” e que “há outros professores os quais as crianças têm muita confiança”. Contudo, as mães indagaram o motivo de um professor com antecedentes criminais ter sido contratado.

Na manhã desta segunda-feira, houve uma manifestação de alunos. Eles usaram preto no primeiro dia de aula depois da prisão de Mariano.

Vítimas de professor de geografia vão receber suporte terapêutico

A Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) declarou, em nota, que “não tolera e repudia toda e qualquer forma de assédio dentro ou fora do ambiente escolar”. Além disso, a pasta informou que o professor de geografia terá seu contrato encerrado e a conduta dos servidores envolvidos será “rigorosamente apurada”.

Um profissional do programa psicólogos nas escolas vai acompanhar as estudantes vítimas de Mariano. Além do apoio psicológico, conforme a Seduc, a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar pretende oferecer suporte à comunidade escolar.

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