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Prefeitura do Rio endurece fiscalização de bebidas alcoólicas

A decisão foi tomada em resposta aos recentes casos de intoxicação por metanol em São Paulo e Pernambuco

Eduardo Paes prefeito Rio Bolsa de Valores
O prefeito Eduardo Paes oficializou a medida por meio de decreto nesta quarta-feira, 1º | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Prefeitura do Rio de Janeiro adotará medidas mais rigorosas no controle de bebidas alcoólicas depois de o prefeito Eduardo Paes oficializar um novo decreto nesta quarta-feira, 1º.

O texto endurece a fiscalização sobre empresas que produzem bebidas alcoólicas de origem vegetal na cidade, trazendo sanções que variam de advertência ao cancelamento definitivo do registro em casos de infração.

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A decisão do Executivo municipal ocorre como resposta aos episódios recentes de intoxicação por metanol em São Paulo e Pernambuco, onde já foram contabilizadas sete mortes.

Até o momento, a capital fluminense não apresentou registros suspeitos que envolvem esse tipo de contaminação.

Novas regras para fiscalização e setores afetados

De acordo com o decreto, destilados de origem vegetal passam a ser alvo da fiscalização, enquanto produtores de vinhos, vinagre, suco de uva e outras bebidas derivadas da uva ou do vinho não entram nas novas exigências.

O Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Vegetal do Rio de Janeiro (SIM-Rio), ligado à Coordenação de Inspeção Agropecuária do Ivisa-Rio, ficará responsável por essa fiscalização.

O SIM-Rio acompanhará todas as etapas que envolvem produção, armazenamento, transporte e venda dos produtos, além de monitorar normas sanitárias, ambientais e de rotulagem.

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Para serem consideradas seguras, as bebidas deverão estar livres de substâncias estranhas, alterações ou sinais de deterioração, podendo ser proibidas para consumo se não atenderem aos requisitos.

Além disso, o decreto obriga o SIM-Rio a criar procedimentos para inspecionar e fiscalizar rapidamente qualquer situação de surto ou suspeita de risco à saúde pública relacionada à produção e à comercialização dessas bebidas.

PCC pode estar por trás de falsificação de bebidas com metanol

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) suspeita que o produto químico, antes usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulterar combustíveis, esteja agora sendo desviado para destilarias clandestinas.

Leia também: “Ovelhas, cordeiros e marradas”, artigo de Evaristo de Miranda, publicado na Edição 289 da Revista Oeste

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