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Praia de SC vai ter 4ª ampliação da faixa de areia

Investimento da Prefeitura de Balneário Piçarras está estimado em R$ 38 milhões

Balneário Piçarras, em Santa Catarina, passou pelo primeiro alargamento em 1998, seguido por novas obras em 2008 e 2012 | Foto: Andrey Jorge/Prefeitura de Balneário Piçarras
Balneário Piçarras, em Santa Catarina, passou pelo primeiro alargamento em 1998, seguido por novas obras em 2008 e 2012 | Foto: Andrey Jorge/Prefeitura de Balneário Piçarras

Em Balneário Piçarras, litoral norte de Santa Catarina, a faixa de areia da Praia Central será ampliada pela quarta vez em menos de três décadas. O projeto, que vai abranger parte dos sete quilômetros totais do município, terá um investimento de R$ 38 milhões.

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Esse tipo de obra, que já foi realizado também em Balneário Camboriú e Florianópolis, é utilizado para enfrentar a erosão costeira. A expectativa é que o serviço seja finalizado em até 70 dias depois da assinatura do contrato, embora o começo das obras ainda não tenha data definida. Empresas interessadas podem apresentar propostas até 5 de setembro.

Histórico de obras em praia de Santa Catarina

Balneário Piçarras passou pelo primeiro alargamento em 1998, seguido por novas obras em 2008 e 2012. O prefeito Tiago Baltt (MDB) explicou ao jornal O Estado de S. Paulo que a orla enfrenta problemas como ressacas marítimas. “Já sofremos com isso há alguns anos”, disse.

Balneário Piçarras, em Santa Catarina, passou pelo primeiro alargamento em 1998, seguido por novas obras em 2008 e 2012 | Foto: Andrey Jorge/Prefeitura de Balneário Piçarras
Balneário Piçarras, em Santa Catarina, passou pelo primeiro alargamento em 1998, seguido por novas obras em 2008 e 2012 | Foto: Andrey Jorge/Prefeitura de Balneário Piçarras

O processo de engorda utiliza embarcações conhecidas como dragas, responsáveis por retirar areia do fundo do mar e depositá-la na orla. Paulo Horta, professor de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina, esclarece que “as mudanças climáticas provocam as chamadas ‘praias famintas’”. “Isso ocorre porque o sedimento não chega ao mar e, quando chega, tem um processo erosivo que produz praias com cada vez menos areia”, declarou Horta.

Turismo, economia e entraves burocráticos

Além da proteção ambiental, a prefeitura espera que a ampliação da faixa de areia incentive o turismo e gere empregos durante a alta temporada. 

Desde 2017, a prefeitura discute o novo alargamento e já lançou três editais. Na primeira tentativa, não houve interessados; na segunda, o orçamento era de R$ 24 milhões, mas as propostas ultrapassaram R$ 32 milhões. Depois de aberta a concorrência, o Tribunal de Contas do Estado embargou o processo por suspeita de sobrepreço.

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