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Polícia Civil de SP afasta agentes citados em delação do empresário Vinicius Gritzbach

Delator de criminosos do PCC e de agentes policiais foi morto na última sexta-feira, 8, no Aeroporto de Guarulhos

Gritzbach firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público de São Paulo, no qual mencionou o envolvimento de policiais civis em atividades ilícitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) | Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
Gritzbach firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público de São Paulo, no qual mencionou o envolvimento de policiais civis em atividades ilícitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) | Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur José Dian, afastou temporariamente os policiais civis e os agentes citados nas delações de Antônio Vinicius Gritzbach. O empresário e corretor de imóveis morreu no Aeroporto de Guarulhos na última sexta-feira, 8, depois de ser alvo de dez tiros de fuzil.

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Gritzbach firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público de São Paulo, no qual mencionou o envolvimento de policiais civis em atividades ilícitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele ainda relatou casos de extorsão, dos quais foi vítima.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou, em nota, que os policiais mencionados por Gritzbach estão temporariamente fora de funções operacionais, durante a investigação.

Investigações sobre o PCC e a Polícia Militar

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach é acusado de mandar matar o integrante do PCC Cara Preta, em dezembro de 2021
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach sofria acusação de mandar matar o integrante do PCC Cara Preta, em dezembro de 2021 | Foto: Reprodução/Internet

A Polícia Militar de São Paulo também passa por investigação interna. Ontem, o órgão afastou policiais que atuavam na escolta privada de Gritzbach. Investigações apuram se esses policiais colaboraram com a execução do delator, em promoção de alguma facilidade do crime.

O promotor Lincoln Gakiya destacou que Gritzbach havia denunciado extorsões à Corregedoria da Polícia Civil, mas o caso foi arquivado. “Foi quando ele veio nos procurar para propor a delação”, afirmou Gakiya.

Gritzbach relatou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) três possíveis mandantes de sua morte: integrantes do PCC, os policiais que ele denunciou ou a pessoa que lhe entregou joias no aeroporto, avaliadas em R$ 1 milhão.

Ele também acusou a polícia de apagar dados dos seus celulares apreendidos, que continham conversas comprometedoras com outros agentes.

Leia também: “A inflação é um crime. O criminoso é reincidente”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 242 da Revista Oeste

Segundo as autoridades, Gritzbach estava ameaçado de morte pela facção criminosa, suspeito de ter ordenado o assassinato de Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta. Este crime também está sob investigação da Justiça.

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