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Piloto preso em aeroporto admite envolvimento com menores

Investigadores afirmaram que ele se aproximava inicialmente das famílias para conquistar confiança e, posteriormente, utilizava ameaças

Piloto Sérgio Antônio Lopes preso aeroporto menores
Piloto Sérgio Antônio Lopes foi preso no aeroporto, na segunda-feira 9 | Foto: Reprodução/Polícia Civil-SP

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, admitiu à polícia ter mantido relações com adolescentes e apresentou registros das vítimas armazenados em seu celular no momento da prisão, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A confissão foi registrada em vídeo obtido pela TV Globo, que teve acesso aos detalhes da investigação. O material foi divulgado pela emissora na noite deste domingo, 15.

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Depois de ser conduzido à delegacia instalada no próprio aeroporto, na segunda-feira 9, o piloto foi interrogado e exibiu conteúdos guardados no telefone. Durante o depoimento, reconheceu o envolvimento com menores.

Polícia: E você já saiu com alguém menor?

Piloto: Saí.

Segundo os investigadores, o piloto se aproximava inicialmente das famílias para conquistar confiança e, posteriormente, utilizava ameaças para controlar as vítimas. Ele também teria adotado estratégias para evitar suspeitas durante os encontros, como usar documentos de mulheres adultas ao entrar em estabelecimentos e orientar as adolescentes a utilizarem acessórios que dificultassem a identificação.

De acordo com a delegada Luciana Peixoto, diversas vítimas relataram que não queriam participar dos encontros nem autorizar gravações, mas eram coagidas. A apuração revela ainda que o piloto conheceu algumas jovens por meio de familiares e mantinha registros dos encontros em seu celular.

A prisão ocorreu durante uma ação planejada no saguão do aeroporto. Policiais se posicionaram em diferentes áreas do terminal até localizar Lopes na cabine da aeronave. Em seguida, ele foi levado à unidade policial do próprio aeroporto para prestar esclarecimentos.

Adolescentes que afirmaram ter sido vítimas prestaram depoimento na Delegacia de Repressão à Pedofilia. Os relatos foram confrontados com registros de deslocamento do investigado, e os dados coincidiram, segundo a polícia.

Embora morasse em Guararema, o piloto circulava com frequência por São Paulo, especialmente nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos. Conforme a investigação, ele usava compromissos profissionais como justificativa para se deslocar até a capital e, em alguns casos, buscava as adolescentes em suas casas ou até nas escolas.

A polícia concluiu que os crimes ocorriam, em geral, durante períodos ligados à rotina de trabalho do piloto, quando ele também mantinha consigo os materiais que serviriam como prova.

A companhia aérea demitiu Lopes. Em manifestação enviada à Globo, a advogada afirmou: “O caso segue em segredo de Justiça, por força legal e ética, sigo no ofício com total discrição”.

Polícia identifica outras vítimas de piloto preso em aeroporto

As investigações também resultaram na detenção de uma mulher de 53 anos, avó de duas adolescentes, suspeita de permitir, e até facilitar, os encontros entre o piloto e as netas.

Outra investigada, conhecida de Lopes, foi presa em flagrante, sob acusação de armazenar fotos e vídeos que envolvem crianças e adolescentes. Ambas permanecem sem advogado constituído.

Leia mais: “Piloto é preso dentro de avião no Aeroporto de Congonhas”

Além das duas adolescentes ligadas à mulher presa, a polícia identificou outras possíveis vítimas, entre elas colegas de escola da filha de uma mãe que procurou as autoridades depois de receber denúncia anônima.

A investigação revela ainda a existência de vítimas fora de São Paulo, como no Espírito Santo, onde o piloto teria conhecido uma jovem cujos registros também foram encontrados em seu celular. O investigado é casado e tem filhos, e a família teria ficado surpresa ao tomar conhecimento das acusações.

A delegada Luciana Peixoto destacou os efeitos da violência sobre as adolescentes. “É muito triste conversar com vítimas de violência”, disse a delegada. “Elas trazem uma carga grande de culpa, de dor. Sentem que o corpo delas não vale nada. É uma ferida que leva para a vida adulta.”

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2 comentários
  1. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    A única coisa que me traz algum conforto é saber que os presos cuidarão com carinho desse maldito. Não podem matar, tem que torturar diariamente pelo resto de sua miserável existência

  2. DORA HUNGER
    DORA HUNGER

    Que apodreça na cadeia e que pague pelo que fez esse nojento.

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