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PF cita secretária do TCE de Pernambuco em inquérito sobre fraude em concurso

Órgão indica ligação entre ex-servidora e rede criminosa que atuava em seleções públicas, incluindo a da Polícia Civil

Polícia Federal
Os agentes reivindicam valorização profissional e ajustes nos vencimentos | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga Sandra Cristina Neves de Queiroz Soares, ex-secretária do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, por tentativa de fraude no concurso da Polícia Civil. O portal UOL divulgou as informações nesta terça-feira, 21.

Sandra teria contado com a ajuda de Mariana Abreu. Segundo as autoridades, ela estaria envolvida com a organização criminosa que fraudou o Concurso Nacional Unificado. Conforme o inquérito, Mariana fez a prova no lugar de Sandra.

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Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça Federal da Paraíba. Mesmo com o plano de fraude, Sandra foi eliminada do certame e não avançou para as fases seguintes.

Ela ocupava até o dia 6 de outubro o cargo de secretária da Diretoria de Controle Externo do TCE de Pernambuco. No dia seguinte à operação da PF, ela recebeu exoneração do posto. O tribunal alegou que se tratava de cargo de livre nomeação e que decidiu afastá-la depois de tomar conhecimento do inquérito.

Sandra também havia se inscrito para o concurso do próprio TCE, suspenso no início de outubro por suspeitas de fraude. Apesar da inscrição para os cargos de analista de gestão e analista de controle externo, a ex-secretária não chegou a realizar a prova.

O tribunal declarou que Sandra não integrava a comissão organizadora do concurso e não exercia atividades de fiscalização. Em nota, o órgão afirmou que “não há nada na lei que impeça um servidor comissionado, cedido ou terceirizado de prestar concurso para a instituição onde trabalha”.

TCE suspende concurso depois de aprovação de Laís Araújo

A suspensão do concurso do TCE ocorreu depois da aprovação de Laís Gisely Nunes de Araújo, outra investigada pela PF. Laís é suspeita de fraudar pelo menos 14 concursos, sendo três deles só em 2022.

A investigação da PF alcançou também uma família de Patos (PB) suspeita de comandar parte do esquema. Antônio Limeira das Neves, seus irmãos Wanderlan e Valmir, além da filha de Valmir, Larissa de Oliveira Neves, são citados como beneficiários diretos.

Inclusive, três deles obtiveram gabaritos idênticos no concurso para auditor fiscal do Trabalho, com salário inicial de R$ 22 mil.

+ Leia também: “Saiba como funcionava a ‘máfia dos concursos'”

O inquérito também menciona Luiz Paulo Silva dos Santos, conhecido como “Baby 10”, indicado como fraudador reincidente. Segundo a polícia, ele participou de algumas provas apenas para demonstrar a eficácia do esquema aos interessados.

As autoridades também citaram Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior como um dos intermediários responsáveis por distribuir os gabaritos. Wanderlan e Thyago José de Andrade, conhecido como “Negão”, dividiam a liderança da quadrilha.

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