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Brasil

PCC movimenta R$ 5 bilhões com postos de combustíveis em 3 Estados

A polícia revela que o grupo utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro

Agente da Secretaria da Fazenda interdita posto de combustível em São Paulo: cerco a fraudes fiscais e ao avanço do PCC | Foto: Divulgação/Agência SP
As informações foram divulgadas durante uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 5 | Foto: Divulgação/Agência SP

Autoridades do Piauí identificaram uma movimentação financeira de R$ 5 bilhões associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de 49 postos de combustíveis distribuídos em três Estados das regiões Norte e Nordeste.

As informações foram divulgadas durante uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 5. No Piauí, as autoridades interditaram 31 estabelecimentos. Só na capital, Teresina, foram 16.

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Também há registros de fechamento em cidades como Parnaíba, Altos, Picos, Lagoa do Piauí, Canto do Buriti, Miguel Leão, Demerval Lobão, Uruçuí, Oeiras e São João da Fronteira.

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De acordo com a Polícia Civil do Piauí e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí, todos os postos ligados à investigação estão sendo bloqueados judicialmente.

O levantamento mostra que as transações realizadas pelas empresas são consideradas “movimentações financeiras atípicas”.

No Maranhão, os postos-alvo da operação estavam nas cidades de Caxias, Peritoró, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras. Já no Tocantins, o município atingido foi São Miguel do Tocantins.

Detalhes da operação contra o PCC

No caso das empresas com sede no Piauí, o total monitorado chega a R$ 300 milhões apenas em movimentações a crédito.

A Operação Carbono Oculto também executa 17 mandados de busca e apreensão em quatro Estados: Piauí, Maranhão, Tocantins e São Paulo.

Leia também: “Narcoestado”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 294 da Revista Oeste

Segundo os investigadores, o núcleo principal do esquema do PCC está localizado na capital paulista.

A polícia revela que o grupo utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, fraudar operações no mercado de combustíveis e esconder patrimônio ilícito.

Lavagem de dinheiro

Segundo a investigação, donos de postos locais tinham ligação com os mesmos fundos usados no esquema descoberto em São Paulo, também investigado no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Como resultado, a Justiça autorizou medidas cautelares depois da descoberta do envolvimento da facção no mercado de combustíveis.

Além das interdições, mais de 15 mandados de busca e apreensão estão em andamento. Os agentes buscam documentos, sistemas contábeis e registros de movimentações financeiras dos estabelecimentos ligados ao PCC.

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