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Operação interdita mais de 40 postos suspeitos de ligação com o PCC

Autoridades investigam se facção usava estrutura no setor para lavar dinheiro em pelo menos 16 cidades

Postos de combustível de vários Estados são investigados | Foto: Engin Akyurt/Unsplash
Agentes identificaram movimentações suspeitas em postos que serviam para ocultar recursos ilícitos do grupo criminoso | Foto: Engin Akyurt/Unsplash

A nova fase da Operação Carbono Oculto fechou 49 postos de combustíveis no Piauí, no Maranhão e no Tocantins nesta quarta-feira, 5. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro que envolve diretamente o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Polícia Civil do Piauí e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público estadual coordenam a ofensiva. A ação tem como base as investigações da operação nacional que apura o braço financeiro da facção.

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Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Piauí, a investigação identificou movimentações suspeitas em postos que, na prática, serviam para ocultar recursos ilícitos do grupo criminoso.

No Estado, as autoridades interditaram 31 estabelecimentos. Só na capital, Teresina, foram 16. Também há registros de fechamento em cidades como Parnaíba, Altos, Picos, Lagoa do Piauí, Canto do Buriti, Miguel Leão, Demerval Lobão, Uruçuí, Oeiras e São João da Fronteira.

No Maranhão, os postos-alvo da operação estavam nas cidades de Caxias, Peritoró, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras. Já no Tocantins, o município atingido foi São Miguel do Tocantins.

Operação revela rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Segundo os agentes, donos locais tinham ligação com os mesmos fundos usados no esquema descoberto em São Paulo, também investigado no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Como resultado, Justiça autorizou medidas cautelares depois da descoberta do envolvimento da facção no mercado de combustíveis.

+ Leia também: “Quem é Sebastián Marset, traficante mais procurado do mundo e novo aliado do PCC”

Além das interdições, mais de 15 mandados de busca e apreensão estão em andamento. Os agentes buscam documentos, sistemas contábeis e registros de movimentações financeiras dos estabelecimentos ligados ao PCC.

O esquema teria ramificações estruturadas para funcionar em várias frentes. A investigação revela que o grupo usava os postos como fachada para lavar dinheiro obtido com tráfico, roubos e extorsões. As apurações continuam sob sigilo.

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