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Pandemia derruba IDHM em todos os Estados do Brasil

Apesar das estatísticas, a pesquisa realizada pelo Pnud afirma que os impactos na educação e na economia precisam de uma análise mais aprofundada

expectativa de vida covid
O índice avalia o desenvolvimento humano por meio de indicadores de educação, renda e longevidade | Foto: Usman Yousaf na Unsplash/Reprodução

A pandemia da covid-19 resultou em uma redução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em todos os Estados brasileiros durante 2020 e 2021, conforme divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta terça-feira, 28.

O índice avalia o desenvolvimento humano por meio de indicadores de educação, renda e longevidade. A queda foi mais expressiva nos Estados de Roraima, Amapá, Rio de Janeiro, Mato Grosso e no Distrito Federal, que apresentaram as maiores reduções porcentuais do índice entre 2019, antes da pandemia, e 2021.

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Por outro lado, Estados do Nordeste, como Pernambuco, Maranhão e Piauí, que haviam registrado avanços significativos no IDHM de 2012 a 2019, enfrentaram perdas menores durante a crise sanitária. Alagoas, Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte foram os menos afetados proporcionalmente.

Reclassificação dos Estados nas faixas de desenvolvimento

As mudanças no IDHM também reclassificaram os Estados nas cinco faixas do índice, que variam de “muito baixo” a “muito alto”. Em 2019, quatro Estados e o Distrito Federal estavam na categoria “muito alto”, enquanto 20 Estados estavam classificados como “alto” e dois – Maranhão e Alagoas – tinham índices considerados médios.

Em 2021, apenas São Paulo e o Distrito Federal permaneceram na faixa “muito alto”, enquanto Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro caíram para a faixa “alto”.

Impactos da pandemia nos indicadores sociais

máscara - protesto anti-máscara - prisão injusta - indenização
Para o Pnud, a crise da covid-19 no Brasil requer uma ‘análise cuidadosa’ dos pesquisadores | Foto: Reprodução/Freepik

A queda do IDHM no Brasil foi de 2,4% entre 2019 e 2021. Durante esse período, a expectativa de vida diminuiu para 74,16 anos, a frequência escolar reduziu para 98,84% e a renda domiciliar per capita baixou para R$ 723,84.

Apesar dos avanços em educação e longevidade até 2019, a renda já enfrentava declínios desde 2014, com uma breve melhora em 2018 e 2019.

Para o Pnud, a crise da covid-19 no Brasil requer uma análise cuidadosa, devido ao impacto abrupto e temporário em indicadores como a longevidade, e ao agravamento de crises estruturais pré-existentes, como a da renda.

Os pesquisadores também acreditam que a reversão dos retrocessos deve ser observada em dados de 2022 em diante, com o avanço da vacinação e ações do Sistema Único de Saúde. No entanto, os impactos negativos na educação e na economia ainda necessitam de uma investigação mais aprofundada.

Políticas públicas durante a pandemia

De acordo com o Pnud, os programas Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil, implementados entre 2020 e 2021, foram essenciais para atenuar a queda na renda durante a pandemia, especialmente entre as famílias mais vulneráveis.

Os resultados “motivam reavaliações de normas e condutas”, segundo o Pnud, e impulsionam os gestores a ajustarem as escolhas de políticas com base em evidências mais equitativas e transversais no âmbito social e econômico.

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1 comentário
  1. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    O índice “muito alto” de Brasília seria mais benéfico a sociedade com a extinção desta cidade que é uma casta de privilegiados sugando o trabalho alheio. Sendo assim distribuída pelo país.

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