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Operação no RS investiga desvio de R$ 120 milhões em recursos para enchentes

Batizada como 'Lamaçal', ação desta terça-feira, 11, conta com mandados contra Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado, e bloqueio de bens

Agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, em operação no RS
Agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, em operação no RS | Foto: Divulgação/Gov.Br

Uma investigação sobre suposto desvio de recursos federais destinados ao enfrentamento das enchentes no Rio Grande do Sul (RS), em maio de 2024, mobiliza forças federais nesta terça-feira, 11. A ação, batizada de Operação Lamaçal, busca esclarecer fraudes e lavagem de dinheiro que envolvem verbas emergenciais.

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Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do bloqueio de até R$ 4,5 milhões em ativos e o sequestro de dez veículos. As medidas se concentram em diferentes cidades do Estado, como Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Envolvimento de autoridades do RS

O episódio envolve verbas repassadas pelo Fundo Nacional de Assistência Social para Lajeado, município entre os mais afetados pelas cheias do ano passado. A Polícia Federal apontou o ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo, atualmente secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do RS, como alvo de mandados.

O inquérito identificou irregularidades em licitação aberta pela Prefeitura de Lajeado para contratação de empresa terceirizada responsável por profissionais. Entre eles, psicólogos, assistentes sociais, educadores, auxiliares administrativos e motoristas.

O procedimento ocorreu com dispensa de licitação em razão do estado de calamidade pública. Contudo, a PF encontrou indícios de contratações diretas sem observar os melhores preços e com valores acima dos de mercado. Os contratos sob investigação somam cerca de R$ 120 milhões.

Ao todo, 92 policiais federais e três auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) participaram da ação. Caso o Ministério Público apresente denúncia, os investigados poderão responder por desvio de recursos, crimes em processos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Posicionamento das administrações municipal e estadual

Em nota, a administração municipal de Lajeado declarou que as diligências ocorreram no setor de Licitações, em contratos anteriores à atual gestão. O município afirmou colaborar com as autoridades e adotar medidas necessárias diante de irregularidades, de modo a afirmar compromisso com transparência.

Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 295 da Revista Oeste

Já o governo do Rio Grande do Sul informou que a apuração não envolve as funções atuais de Marcelo Caumo e garantiu cooperação com a PF. O Estado afirmou que acompanhará os desdobramentos e respeitará o direito de defesa dos envolvidos, segundo nota oficial.

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