O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, afirmou que a operação realizada na última terça-feira, 28, foi “o maior baque que o Comando Vermelho em toda a sua história já tomou” desde sua fundação, no final da década de 1970. Segundo ele, “nunca houve uma ação que desse um baque tão grande, nem em 2010, na ocupação do Alemão”. O secretário destacou que a ofensiva resultou em uma “perda tão grande de armas, de drogas e principalmente de lideranças”.
Durante coletiva, Curi lamentou as mortes de quatro policiais e afirmou que o episódio marcou sua trajetória. “Lamento muito, e vou sentir muito, nunca mais na minha vida vou me esquecer desse dia: 28 de outubro de 2025, em que tivemos quatro grandes heróis que deram a sua vida pela sociedade.”
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O delegado também rebateu críticas à operação e defendeu o trabalho das forças de segurança fluminenses. “Temos que desmistificar um plano de mentiras e de falsas narrativas de narcoativistas que estão querendo condenar a operação”, afirmou.
Segundo ele, a ofensiva representou um marco nas ações conjuntas das forças de segurança. “Polícia nenhuma do mundo faz o que as polícias civis e militares fazem aqui”, afirmou. “Desafio qualquer um aqui a chamar a Scotland Yard, a CIA, quiser chamar o Mossad, quer chamar o FBI, pode chamar quem for, até a NASA, não vai fazer o que fazemos.”
Operação soma 121 mortos
A megaoperação ocorreu nas regiões do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, na zona norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, 121 pessoas morreram, inclusive quatro policiais. O número representa aumento em relação ao balanço divulgado na tarde de quarta-feira, 29, que registrava 119 mortes.
Ao todo, 113 suspeitos foram presos, entre eles dez menores de idade. As forças policiais também apreenderam cerca de 90 fuzis. A ação contou com a participação de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e tinha como objetivo cumprir mais de 60 mandados de prisão.

A operação começou na manhã de terça-feira, quando os policiais foram recebidos com resistência armada. De acordo com o relatório oficial, traficantes utilizaram drones para lançar explosivos, detonaram veículos e bloquearam ruas.
O governador Cláudio Castro classificou a ofensiva como um “sucesso” e afirmou, em balanço apresentado no dia seguinte, que o episódio teve “apenas quatro vítimas”, em referência aos policiais mortos.
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