Um confronto entre policiais e suspeitos marcou a deflagração da Operação Off White, em Campinas, na manhã desta quinta-feira, 30. A ação mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que contava com a participação de empresários, agiotas e influenciadores digitais. Um investigado foi morto e um sargento da Polícia Militar ficou ferido. A promotoria informou que socorreram o agente de segurança, que passa bem.
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As investigações revelam que o grupo ocultava o lucro do tráfico de drogas por meio de atividades comerciais e empréstimos ilegais. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o esquema movimentava altos valores havia anos e usava empresas de fachada para misturar dinheiro lícito e ilícito.
A Justiça autorizou nove prisões preventivas e 11 buscas. O Gaeco e o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) cumpriram os mandados em 12 endereços. A polícia sequestrou imóveis de luxo, bloqueou contas bancárias dos investigados e apreendeu armas e dinheiro.
Desentendimento entre membros do PCC ajudou as autoridades
O material que levou à operação surgiu de informações obtidas nas investigações Linha Vermelha e Pronta Resposta. Esses levantamentos revelaram conexões entre traficantes e empresários que tentavam mascarar a origem dos recursos.
Segundo o MPSP, desavenças entre os próprios integrantes do grupo facilitaram a identificação das transações ilegais. O avanço de outras operações aumentou as tensões ao expor parte das atividades criminosas.
O Ministério Público afirmou que as investigações continuam para mapear novos envolvidos e outros mecanismos de lavagem de dinheiro associados à facção.
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