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CV e PCC fazem acordos com grupos colombianos para tráfico na Amazônia, informa Abin

Parceria entre criminosos permite compra e transporte de cocaína, pasta-base e maconha

A Amazônia é alvo de cobiça de ONGs estrangeiras | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A região virou um dos principais corredores do tráfico internacional, conectando a produção sul-americana ao consumo interno e à exportação para Europa e África | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Direção Nacional de Inteligência da Colômbia mostra a expansão das rotas do narcotráfico na Amazônia Compartilhada, zona de fronteira entre Brasil e Colômbia.

A região virou um dos principais corredores do tráfico internacional, conectando a produção sul-americana ao consumo interno e à exportação para Europa e África. Segundo o documento, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho mantêm acordos com grupos colombianos para comprar e transportar cocaína, pasta-base e maconha.

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A “rota do Solimões” é o principal eixo, ligando rios como Javari, Içá e Japurá até Manaus. O Comando Vermelho domina o tráfico no Amazonas, no Pará, no Acre e em Rondônia; o PCC também atua nessas áreas.

A rota do tráfico na Amazônia

Comando Vermelho, facção criminosa do Rio de Janeiro
Comando Vermelho e PCC colaboram para o tráfico de drogas na ‘Rota do Solimões’ | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O narcotráfico cresceu desde 2010, impulsionado pelo aumento da produção de coca e skunk na Colômbia, Peru e países vizinhos. A tríplice fronteira Tabatinga–Leticia–Santa Rosa virou centro das negociações e da lavagem de dinheiro, com uso de comércios, hotéis, cassinos e casas de câmbio.

A cocaína colombiana abastece o Brasil e outros continentes; o skunk, de maior valor, é voltado ao consumo interno. Grupos armados cobram até US$ 5,23 por quilo da droga de compradores externos.

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Além das rotas fluviais, há ramificações aéreas e terrestres. A Venezuela virou ponto estratégico, e a Abin identificou o uso de “narcossubmarinos” feitos artesanalmente, alguns já interceptados na África e Europa. O Porto de Vila do Conde (PA) é citado como rota-chave para exportação, pela facilidade de acesso ao Atlântico e menor fiscalização.

Movimentos podem se intensificar

Com o aumento da vigilância, as facções diversificam caminhos para manter acesso a fornecedores colombianos e peruanos.

A Abin prevê intensificação das rotas fluviais entre Colômbia e Brasil, impulsionada pelo recorde de produção de coca na Venezuela e no Equador. Em 2023, a área de cultivo nas fronteiras da Colômbia com Equador, Peru e Brasil chegou a 122 mil hectares — alta de 126% em relação a 2020.

Leia também: “A multinacional do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro na Edição 290 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    A intensificação ficou maior com a repressão no caribe pelo EUA. Esse combate aqui no Brasil tem que ter o exército brasileiro de frente no combate, polícia federal não vai dar conta sozinha e os políticos da região, as lideranças de esquerda estão com esse governo narcotraficante

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Faz tempo que esse acordo está vigente, foro de SP,farcs , Sendero luminoso, cartéis do México .
    “Eleição ,não se ganha,toma ” José Dirceu.

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    O narco já citou as conversas cabulosas com PT. Precisa dizer mais?

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