O relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Direção Nacional de Inteligência da Colômbia mostra a expansão das rotas do narcotráfico na Amazônia Compartilhada, zona de fronteira entre Brasil e Colômbia.
A região virou um dos principais corredores do tráfico internacional, conectando a produção sul-americana ao consumo interno e à exportação para Europa e África. Segundo o documento, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho mantêm acordos com grupos colombianos para comprar e transportar cocaína, pasta-base e maconha.
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A “rota do Solimões” é o principal eixo, ligando rios como Javari, Içá e Japurá até Manaus. O Comando Vermelho domina o tráfico no Amazonas, no Pará, no Acre e em Rondônia; o PCC também atua nessas áreas.
A rota do tráfico na Amazônia

O narcotráfico cresceu desde 2010, impulsionado pelo aumento da produção de coca e skunk na Colômbia, Peru e países vizinhos. A tríplice fronteira Tabatinga–Leticia–Santa Rosa virou centro das negociações e da lavagem de dinheiro, com uso de comércios, hotéis, cassinos e casas de câmbio.
A cocaína colombiana abastece o Brasil e outros continentes; o skunk, de maior valor, é voltado ao consumo interno. Grupos armados cobram até US$ 5,23 por quilo da droga de compradores externos.
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Além das rotas fluviais, há ramificações aéreas e terrestres. A Venezuela virou ponto estratégico, e a Abin identificou o uso de “narcossubmarinos” feitos artesanalmente, alguns já interceptados na África e Europa. O Porto de Vila do Conde (PA) é citado como rota-chave para exportação, pela facilidade de acesso ao Atlântico e menor fiscalização.
Movimentos podem se intensificar
Com o aumento da vigilância, as facções diversificam caminhos para manter acesso a fornecedores colombianos e peruanos.
A Abin prevê intensificação das rotas fluviais entre Colômbia e Brasil, impulsionada pelo recorde de produção de coca na Venezuela e no Equador. Em 2023, a área de cultivo nas fronteiras da Colômbia com Equador, Peru e Brasil chegou a 122 mil hectares — alta de 126% em relação a 2020.
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A intensificação ficou maior com a repressão no caribe pelo EUA. Esse combate aqui no Brasil tem que ter o exército brasileiro de frente no combate, polícia federal não vai dar conta sozinha e os políticos da região, as lideranças de esquerda estão com esse governo narcotraficante
Faz tempo que esse acordo está vigente, foro de SP,farcs , Sendero luminoso, cartéis do México .
“Eleição ,não se ganha,toma ” José Dirceu.
O narco já citou as conversas cabulosas com PT. Precisa dizer mais?