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Coronavírus — Brasil, Brasil

O termo “cloroquina” lidera as buscas no Google

Entre as buscas relacionadas estava "receita cloroquina David Uip", chefe do centro de contingência que se recusou a informar se fez uso do medicamento no tratamento contra a doença.

Remédio - cientista harvard
As indústrias farmacêuticas não podem aumentar os preços acima do limite | Foto: HeungSoon/ ixabay

Entre as buscas relacionadas estava “receita cloroquina David Uip”, referência ao chefe do centro de contingência que se recusou a informar se fez uso do fármaco no tratamento contra a doença

Remédio
Foto: HeungSoon/ Pixabay

As buscas pela palavra “cloroquina” alcançaram o primeiro lugar no Google Brasil, nesta quarta-feira, 8. Na escala de 0 a 100 que mede o comportamento das consultas, as pesquisas registraram o maior número de buscas às 13 horas e às 18h20.

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Mais de 100 mil pesquisas foram feitas, São Paulo liderou o interesse no termo, seguido pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro. Entre as buscas relacionadas estava “receita cloroquina David Uip”.

Uip é infectologista e coordenador do centro de contingência para covid-19 de São Paulo. Ele recebeu diagnóstico positivo para a covid-19 em 23 de março e voltou ao comando do combate à doença na última segunda-feira, 6.

Essas buscas estão relacionadas ao tratamento que o infectologista teria utilizado para combater o vírus, uma vez que ele se recusou a informar se fez uso da droga cloroquina.

Uip foi questionado a esse respeito na tarde de ontem, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O presidente Jair Bolsonaro, que defende a eficácia do medicamento, cobrou respostas do infectologista.

O médico já tinha se negado a responder sobre o assunto em entrevista com o jornalista José Luiz Datena.

“Não faço isso para esconder nada, mas não quero transformar meu caso em modelo para coisa alguma”, disse Uip.

“Não há nenhuma importância no que eu tomei ou deixei de tomar. Primeiro fato: eu não me prescrevi,  eu não me receitei, fui cuidado por médicos de minha confiança. Segundo: se tomei antibiótico, qual droga para febre, qual droga para enjoo, isso é algo absolutamente pessoal e, como respeito meus pacientes, eu gostaria de ser respeitado”, afirmou.

No entanto, Jair Bolsonaro questionou em suas redes sociais o fato de o médico não falar sobre o uso do medicamento. “Seriam questões políticas, já que ele pertence à equipe do governador de SP?”,  referindo-se a João Doria, com quem vem discordando quanto às medidas de isolamento impostas no Estado.

 

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