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Número de mortos por leptospirose no Rio Grande do Sul sobe para 17

Até o momento, a Secretaria de Saúde do Estado registrou 4.516 notificações de casos suspeitos

O período de incubação da leptospirose varia de um a 30 dias, geralmente ocorrendo entre sete e 14 dias depois do contato com águas contaminadas | Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
As enchentes no Estado facilitaram a proliferação da bactéria responsável pela doença | Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O número de mortes por leptospirose no Rio Grande do Sul chegou a 17. O aumento de casos é resultado da exposição da população às enchentes que atingiram o Estado por mais de um mês. De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), quatro mortes ainda estão sob investigação e outras sete foram descartadas.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que foram notificados 4.516 casos de leptospirose. Desses, 242 foram confirmados, 1.004 descartados e 3.270 seguem em investigação.

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As enchentes facilitam a disseminação da doença, transmitida pela exposição direta ou indireta à urina de animais infectados, principalmente ratos, pela bactéria Leptospira associada também à falta de saneamento básico e à infestação de roedores.

Os sintomas da leptospirose são divididos em duas fases: precoce e tardia. Na fase precoce, os infectados podem apresentar febre, dor de cabeça, dor muscular, falta de apetite, náuseas e vômitos.

Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para uma fase mais grave, com possíveis sintomas como icterícia, insuficiência renal, lesão pulmonar aguda, tosse seca, dispneia, expectoração hemoptoica, síndromes respiratórias e manifestações hemorrágicas.

Tratamento indicado para a leptospirose

Militar resgata civil em meio às enchentes no Rio Grande do Sul | Foto: Exército Brasileiro

O Ministério da Saúde recomenda aos pacientes, ao suspeitarem da doença, que procurem atendimento médico imediatamente. Em casos leves, o tratamento é ambulatorial. Para casos graves, a hospitalização imediata é necessária para evitar óbito.

Antibióticos são utilizados em qualquer fase da leptospirose, mas são mais eficazes na primeira semana de sintomas. Na fase precoce, usam-se doxiciclina ou amoxicilina; na tardia, penicilina cristalina, penicilina G cristalina, ampicilina, ceftriaxona ou cefotaxima.

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Em situações de exposição em massa, como desastres naturais, a pasta orienta os profissionais de resgate que utilizem equipamentos de proteção individual. Além disso, é importante que os governos locais ampliem os alertas sobre a doença.

A população deve ter especial cuidado com a água para consumo humano, evitando o contato com água ou lama possivelmente contaminadas. A lama deve ser removida com luvas e botas de borracha, e o local desinfectado com solução de hipoclorito de sódio a 2,5%.


Com informações da Agência Brasil.

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