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Brasil

Netflix: buscas por cancelamento aumentam 78% desde o fim do compartilhamento de senhas

Prime Video também perde com reajuste

Imagem de divulgação da Netflix exibe uma mão segurando um aparelho de celular; na tela, o logo do serviço de streaming
Em maio, a Netflix anunciou a cobrança adicional pelo compartilhamento de senha | Foto: Flickr/Stock Catalog

O número de buscas por cancelamento de assinatura da Netflix aumentou 78% desde que a gigante do streaming implementou o fim do compartilhamento de senhas no mercado brasileiro.

Os dados são da agência de inteligência Tunad, e foram divulgados pelo F5, do jornal Folha de S.Paulo.

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A análise das buscas relacionadas revelou que as mudanças de preços e cobranças adicionais anunciadas pelas plataformas de streaming tiveram impacto significativo nas buscas por cancelamento de assinaturas.

Netflix também é campeã na média anual das buscas de cancelamento

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O Globoplay foi o único streaming que teve queda nas buscas por cancelamento, ficando na média de 1% | Foto: Freepik

O Globoplay anunciou um pequeno ajuste em seus preços em janeiro de 2023. Por causa disso, o streaming da Globo teve 26% de aumento nas buscas relacionadas ao cancelamento.  Na ocasião, o Prime Video, da Amazon, teve queda de 42%, e a Netflix, um pequeno aumento de 3%.

Em maio, a Netflix anunciou a cobrança adicional pelo compartilhamento de senha. E o Prime Video anunciou o reajuste nos preços no mesmo mês. Por isso, as duas empresas tiveram os maiores picos de buscas relacionadas ao cancelamento.

Enquanto as buscas por cancelamento da Netflix cresceram 78%, as do Prime Video aumentaram 65%. O Globoplay teve uma queda de 7% nas buscas por cancelamento no mesmo período.

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A agência de inteligência não analisou as buscas por cancelamento do HBO Max, Disney +, Star + e Paramount +. 

De janeiro a setembro, a Netflix teve a maior média de aumento de buscas por cancelamento de assinaturas, de 14%. O Globoplay foi o único streaming que teve queda nas buscas por cancelamento, ficando na média de 1%.

“O brasileiro não consegue sustentar mais do que dois a três serviços de streaming”, disse Ricardo Monteiro, executivo chefe de operações da Tunad. “Ou seja, o aumento de custos como esse pode gerar churn (métrica que mostra o número de clientes que cancelam serviço em um determinado período de tempo), devido à situação financeira das famílias do nosso país.”

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