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MP identifica delegacias com agentes suspeitos de ligação com assassinato de delator

Antonio Vinicius Gritzbach foi morto na última sexta-feira, 8, alvo de 10 tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos

Ministério Público de SP investiga caso do delator assassinado no Aeroporto de Guarulhos
Ministério Público de SP investiga caso do delator assassinado no Aeroporto de Guarulhos | Foto: Divulgação/MPSP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou, nesta segunda-feira, 11, que localizou as delegacias onde possivelmente estão lotados policiais suspeitos de envolvimento no assassinato do empresário Antonio Vinicius Gritzbach, delator do PCC. O crime ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, na última sexta-feira, 8.

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De acordo com a CNN, as investigações do órgão sugerem que os suspeitos estão em duas delegacias no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

Além disso, haveria agentes lotados em unidades especializadas, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso de assassinato de delator do PCC

Vinicius Gritzbach, empresário assassinado pelo PCC
Vinicius Gritzbach, empresário e delator assassinado pelo PCC | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Conforme relatos de fontes do Ministério Público, na delação premiada que firmou com a Justiça, Gritzbach expôs casos em que essas delegacias teriam favorecido o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Leia também: “Justiça vendida”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 242 da Revista Oeste

O MPSP formou uma força-tarefa em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Corregedoria da Polícia. Junto, ainda, de outros órgãos de inteligência, o objetivo é de intensificar as apurações. Eles tentam identificar agentes públicos envolvidos tanto no assassinato quanto em conluios com o PCC.

Leia mais: “A inflação é um crime. O criminoso é reincidente”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 242 da Revista Oeste

O Ministério Público também planeja pedir a rescisão do acordo de colaboração premiada de Gritzbach em razão da sua morte. Além disso, o órgão buscará autorização judicial para usar as provas fornecidas pelo empresário nas investigações, num movimento que evitaria a anulação futura do processo.

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