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Mourão pede ao STF aceleramento dos processos sobre 8 de janeiro

Segundo o senador, muitos dos presos não cometeram o crime de vandalismo de prédio público

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou que vai se reunir com Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir o aceleramento dos processos envolvendo os presos acusados de participação nos atos de vandalismo ocorridos no último dia 8 de janeiro.

Em entrevista para o portal UOL, o parlamentar disse que é preciso fazer uma diferenciação entre os manifestantes. Segundo ele, muitas pessoas foram presas por crimes que não cometeram, visto que, embora estivessem no local, não contribuíram com o vandalismo do patrimônio público.

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“Consideramos que tem muita gente que está ali, que cometeu, vamos dizer assim, não é nem crime, mas cometeu ilegalidade, por exemplo”, argumentou Mourão. “Participou da marcha, entrou no Palácio, mas não quebrou nada. Vamos pedir para agilizar o processo dessas pessoas, separar o joio do trigo, e fazer com que elas paguem multa, cestas básicas e prestem serviços comunitários. O fato de estar presente não configura crime, mas uma ilegalidade, igual pular o clube sem carteirinha.”

Para Mourão, uma vez que a diferenciação for realizada, cada indivíduo hoje preso teria uma punição equivalente ao que foi cometido. Segundo ele, a mera participação no ato não pode ser considerada criminosa, com exceção daqueles que praticaram depredação nos prédios públicos.

Ainda sobre o dia 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram os prédios dos Três Poderes, em Brasília, o senador avaliou que o Exército fez bem em não permitir a entrada da Polícia Militar no acampamento dos manifestantes.

“Em relação a impedir a entrada naquela noite, em 8 de janeiro, seria um banho de sangue, por uma razão muito simples: as forças de segurança pública estavam com os olhos injetados”, disse o senador. “Porque, durante a arruaça que aconteceu, houve agressões a policiais militares, então a turma queria revidar.”

Na ocasião, o Exército fez uma barreira, impedindo que a Polícia Militar invadisse o local onde permanecia a maioria dos manifestantes na noite após os atos.

 

Leia também: “Vidas suspensas“, reportagem de Augusto Nunes e Cristyan Costa, publicado na Edição 151 da Revista Oeste

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9 comentários
  1. RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS
    RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS

    Esse parece o Inquérito do Fim do Mundo. Não se chega à conclusão alguma. O que se sabe, até agora, é que uma quantidade enorme de presos, sem a devida individualização de suas penas e sem o suposto crime cometido por eles, continuam presos. Depois de 03 (três) anos de prisão preventiva de Sérgio Cabral, sem que o mesmo fosse condenado com sentenças transitadas em julgado, tudo é possível nessa Justiça parcial brasileira. A grande quantidade de pessoas presas, sem o devido processo legal, é mais uma forma que Alexandre de Moraes intimidar à Direita para não protestar nas ruas.

  2. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    É revoltante o que o STF esta fazendo de mal para a Nação. Eles são vitalícios impunes e ultrapassam o limite da constituição. Aliás eles não respeitam a constituição e fazem uma justiça distorcida

  3. Maurivan
    Maurivan

    É interessante a visão do Mourão sobre os milicos não deixarem a PM entrar na área militar, é porque eles mesmos queriam entregar ao Xandão os manifestantes pacíficos que estavam nos quarteis, ainda que usando de perfídia, fingindo ajudar.

  4. Rute Cristina Carneiro Costa
    Rute Cristina Carneiro Costa

    Feliz por ter assinado a Revista Oeste.

  5. ch.
    ch.

    O trairão esta indócil no aquário querendo ganhar prestígio, mas já foi empanado e agora vai para a frigideira.

  6. Christian
    Christian

    Acho que os atos arbitrários do STF deveriam ser punidos na mesma moeda que eles usam. Alguns dias confinados faria com que aprendessem a ler a constituição.

  7. josé roberto dodl
    josé roberto dodl

    Atos arbritários por parte do Judiciário devem merecer nossa repulsa e se revestem de algo grave, porquanto a Justiça deve ser sempre a primeira e coibir atos dessa natureza, pois é de sua competência.

  8. Roberto
    Roberto

    Expert em trairagem aplicada! Como as pessoas conseguem enganar os eleitores!

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