publicidade
Brasil

'Meu irmão não é um monstro', diz filha de Paulo Frateschi

O ex-deputado do PT foi morto a facadas em casa pelo próprio filho nesta quinta-feira, 6

pt-paulo frateschi-alesp-reprodução
O velório teve início às 8 horas e términou às 14 horas, seguido do sepultamento no Cemitério Memorial Parque Jaraguá | Foto: Divulgação/Alesp

Durante o velório do ex-deputado Paulo Frateschi, realizado nesta sexta-feira, 7, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a filha Yara Frateschi destacou que o irmão, responsável pela morte do pai, enfrenta uma doença psíquica.

Segundo Yara, o irmão sempre foi alegre e carinhoso no convívio familiar. “Meu irmão não é um monstro”, afirmou. “Ele sempre deu e recebeu muito amor da nossa família, mas sofre de uma doença psíquica.”

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

O velório teve início às 8 horas e términou às 14 horas, seguido do sepultamento no Cemitério Memorial Parque Jaraguá.

Paulo Frateschi, de 75 anos, era conhecido por sua trajetória política no PT e por ser amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi vítima de seu filho durante um surto, na manhã de quinta-feira 6.

Trajetória de Paulo Frateschi

Durante o velório, Yara também pediu respeito ao legado do pai.

“Meu pai foi um lutador, um guerreiro, passou a vida lutando por esse país, pela democracia brasileira”, afirmou. “Ele merece ser tratado com amor, respeito, neste momento.”

Frateschi já havia perdido dois filhos em acidentes automobilísticos ocorridos em 2002 e 2003, e deixa esposa, filhas, netos e irmãos.

Frateschi exerceu mandatos como vereador e deputado estadual entre 1983 e 1987, presidiu o diretório paulista do PT e teve participação ativa na organização das caravanas de Lula pelo país em 2018.

Leia também: “As vítimas dos usuários de informação”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 295 da Revista Oeste

Em entrevista ao podcast Casa Rosa, em 2022, Frateschi relatou que, depois de atuar como secretário no governo de Fernando Haddad (PT-SP) em 2014, aproximou-se ainda mais de Lula.

“Eu fui secretário do Haddad”, contou. “Depois disso, quando veio 14 (2014) terminou ali aquela fase. Eu fui trabalhar mais próximo ao Lula, preparando as caravanas. Eu fiz junto com ele no Instituto (Lula) aqueles apoios todos para manter viva a figura dele.”

Além disso, ele ocupou o cargo de Secretário de Organização na Executiva Nacional do PT até 2014.

Em 2019, quando Lula foi libertado, o presidente ficou hospedado alguns dias na casa de Frateschi em Paraty, no Rio de Janeiro.

Durante uma viagem da caravana petista, o ex-deputado levou uma pedrada na orelha ao proteger Lula em São Miguel do Oeste (SC).

Leia mais:

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Apenas mais um matsunaga ou Histofden na mesa dos crimes hediondos.

  2. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Mais uma vítima da lei antimanicomial defendida pelo próprio PT.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade