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Megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio deixa 64 mortos

A ação, que mobiliza 2,5 mil agentes e promotores do Ministério Públivo, também resultou em 81 prisões e na apreensão de 75 fuzis

A operação, batizada de Contenção, ocorre depois de mais de um ano de investigações | Foto: Reprodução/X/Governo do RJ
A operação, batizada de Contenção, ocorreu depois de mais de um ano de investigações | Foto: Reprodução/X/Governo do RJ

A megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, realizada na manhã desta terça-feira, 28, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou 64 mortos, incluindo quatro policiais. O principal objetivo era cumprir mandados contra membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A ação, que mobilizou 2,5 mil agentes e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), também resultou em 81 prisões e na apreensão de 75 fuzis.

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As investigações identificaram 30 deles, vindos de outros Estados, como parte do projeto de expansão territorial da facção.

No decorrer da operação, oito agentes de segurança e quatro moradores ficaram feridos. Entre os 60 suspeitos abatidos em confronto, dois eram originários da Bahia. Entre os agentes feridos estão três policiais civis e cinco militares.

Os moradores atingidos incluem um homem em situação de rua não identificado e outros três, todos em estado de saúde estável. O uso de drones para lançar explosivos destacou a escalada do confronto, tornando o cenário próximo ao de guerra, conforme relataram autoridades.

Leia também: “Rio de Janeiro tem queda nos índices criminais em setembro”

A operação, batizada de Contenção, ocorre depois de mais de um ano de investigações. A Justiça expediu os mandados de busca e prisão depois da identificação dos complexos como bases estratégicas da facção.

Participam do cerco agentes de diversas delegacias especializadas, unidades da Polícia Militar e equipes de inteligência, apoiados por dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição.

Governador do Rio diz que operação vai além da Segurança Pública

Para o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, “essa operação de hoje tem muito pouco a ver com Segurança Pública”.

“É uma operação de Estado de Defesa”, afirmou o governador fluminense. “É uma guerra que está passando os limites de onde o Estado deveria estar sozinho defendendo.”

De acordo com Castro, a polícia continuará nas ruas até a normalização da situação.

Operação mira “centro de comando” do CV

Os complexos do Alemão e da Penha são apontados como centros de comando do CV, onde decisões estratégicas são tomadas.

Segundo o MPRJ, a Penha é uma das principais bases para o plano de expansão rumo à zona sudoeste carioca, especialmente Jacarepaguá, conforme denúncia do Gaeco.

A operação impactou diretamente o funcionamento de 46 escolas municipais, além de universidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, que suspenderam as atividades nesta terça-feira, 28. A Fundação Oswaldo Cruz encerrou o expediente às 15h30.

Baixas policiais e reação do Comando Vermelho

Entre os mortos estão Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, policial civil da 53ª Delegacia de Polícia (DP), e um agente da 39ª DP, além de dois policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Entre os suspeitos mortos, dois eram apontados como traficantes vindos da Bahia.

Os feridos incluem três policiais civis lotados em diferentes delegacias e cinco militares. Um cabo do Bope foi o primeiro atingido, ferido de raspão quando estava em uma região de mata conhecida como Vacaria.

As forças policiais também capturaram figuras ligadas ao alto escalão do Comando Vermelho, como o operador financeiro Edgard Alves de Andrade, conhecido como Doca, e Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo.

Durante os confrontos, moradores relataram tiroteios intensos pelas redes sociais. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, os criminosos incendiaram barricadas e usaram drones em ataques com granadas.

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Imagens mostraram criminosos fugindo por áreas de mata, além de ônibus usados como barricadas e desvios em linhas de transporte.

Arsenal do Comando Vermelho

O uso de drones armados, considerados um avanço no arsenal do crime organizado, permitiu aos criminosos lançar granadas sobre equipes do Core e do Bope.

Essa estratégia, além de facilitar o ataque sem exposição dos traficantes, serve para reconhecimento e direcionamento das ações das quadrilhas.

Impacto social e no transporte público

O Legislativo Municipal suspendeu a sessão plenária do dia, enquanto cinco unidades de Atenção Primária adiaram a abertura. Uma clínica da família manteve o atendimento, porém sem atividades externas.

O sindicato Rio Ônibus informou que seis coletivos foram usados como barricadas e 20 linhas tiveram itinerários alterados.

O impacto no transporte público foi expressivo, com ônibus desviados em regiões como Penha, Engenho da Rainha, Alemão e Chapadão. Linhas como 721, 312, 313, 621, 622 e outras tiveram trajetos alterados para garantir a segurança dos passageiros, segundo a Rio Ônibus.

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2 comentários
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Diógenes, na manchete tem que constar: 64 “BANDIDOS” DO CV MORTOS.

  2. ELIAS
    ELIAS

    Uma mega operação como essa que deixa 4 policiais mortos e 60 bandidos eliminados, acorda temporariamente os políticos de Brasília para a realidade dos territórios que o Estado perdeu para o crime. Com a ADPF das favelas o narcotráfico se fortaleceu em seu poderio bélico e consolidou seus domínios territoriais. Mas que ninguém se iluda, a esquerda, como sempre, mostrará indignação pelos narcoterroristas mortos e buscará nas capas pretas do STF punição para o governo do Rio de Janeiro pela operação.

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