publicidade
Brasil

Lula vai ao STF para reaver direito de voto na Eletrobras

Governo afirma que intenção não é reverter privatização da companhia

Eletrobras
Eletrobras foi privatizada em junho de 2022 | Foto: Divulgação

A Advocacia-Geral da União (AGU) está questionando trechos da lei que autorizou a privatização da Eletrobras (Lei 14.182/2021) e reduziu o peso dos votos dos acionistas, especialmente da União, detentora de 42% das ações ordinárias da companhia.

A AGU ajuizou na sexta-feira 5 no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação assinada também pelo presidente Lula. A intenção, segundo o governo, não é anular a privatização e reestatizar a companhia, privatizada em junho de 2022, mas voltar a ter direito a voto.

Receba nossas atualizações

O objetivo é “resguardar o direito da União de ter votos na Eletrobras de maneira proporcional à sua participação na empresa”, escreveu o AGU, Jorge Messias.

Com a lei que autorizou a privatização, o peso dos votos dos acionistas foi limitado a 10%, independentemente do total de ações que disponham. O governo quer que essa regra seja aplicável somente ao direito de voto referente às ações adquiridas depois da privatização.

De acordo com a petição, esse trecho da lei “impôs ao ente público restrição abusiva ao seu direito de propriedade, sem qualquer contraprestação ou compensação adequada, e em benefício exclusivo dos acionistas privados da empresa desestatizada”.

“O poder público possui quase 43% das ações ordinárias, mas só pode exercer votos até o limite de dez por cento do capital votante da companhia. Estamos confiantes de que a Corte devolverá à União a prerrogativa de exercício pleno de seus direitos políticos nessa gigante do setor elétrico nacional”, afirmou Messias.

‘Processo de privatização da Eletrobras foi perfeito’

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse na sexta-feira que o processo de privatização da companhia foi “perfeito” do ponto de vista jurídico e que a reestatização é improvável. A declaração foi feita a acionistas, durante uma conferência.

À imprensa, questionado sobre a ação do governo Lula, ele disse: “Eu reconheço aqui que a Justiça abre espaço para qualquer tipo de questionamento. Não tenho como tolher, opinar ou qualificar o desejo deste ou daquele de questionar”, afirmou.

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Christian
    Christian

    Quem tem que se manifestar é o CONGRESSO, pois mais uma vez, está sendo posto de lado pelo desgoverno e pelos togados.
    Afinal, que representa o povo ? O Congresso ou o Molusco + Stf ?

  2. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Cadé a segurança jurídica? Aonde ficam os investimentos nacionais e internacionais ?

  3. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    … e o Politburo togado vai atender prontamente o pedido do Guia Genial dos Trouxas.

    1. Paulo
      Paulo

      Lula não precisa pedir – ele manda e os juízes obedecem.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade