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Brasil

Leo Lins vira réu em processo por discriminação e tem redes sociais suspensas

Justiça também determinou o bloqueio de R$ 300 mil nas contas bancárias do humorista

Leo Lins
Leo Lins tem seus canais em redes sociais suspensos e bloqueio de R$ 300 mil por descumprimento de decisão judicial | Foto: Divulgação/Instagram

O humorista Leo Lins virou réu em mais um processo por discriminação. Além disso, a Justiça suspendeu perfis dele em redes sociais e determinou o bloqueio de contas bancárias. A decisão de domingo 3 tornou-se pública na noite de terça-feira 5.

A decisão contra Lins partiu do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Ao atender a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o Judiciário bloqueou R$ 300 mil das contas do humorista por ele não ter excluído os conteúdos de seu canal no YouTube, conforme determinação anterior.

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Além do YouTube, a Justiça determinou a suspensão do perfil oficial de Leo Lins no TikTok. A restrição às duas plataformas de redes sociais vale, inicialmente, pelo período de 90 dias.

O alegado descumprimento de ordem judicial tem a ver com decisão do Poder Judiciário, por meio da juíza Gina Fonseca Correa, da primeira instância do Tribunal de Justiça de São Paulo. A partir da decisão proferida em maio deste ano, o humorista foi proibido de exercer livremente o seu trabalho.

Leo lins post
Perseguição ao humorista preocupa o exercício da liberdade de expressão | Foto: Reprodução/Instagram

Em nota oficial do MPSP, o comediante é acusado de “promover ódio e enredos discriminatórios, injuriosos e humilhantes, notadamente contra negros, pessoas com deficiência e nordestinos”, segundo informações do g1.

Entre os pedidos o MPSP contra Leo Lins estão:

  • proibição de transmitir, publicar ou distribuir arquivos com conteúdo depreciativo ou humilhante para contra grupos ou qualquer categoria considerada como minoria ou vulnerável;
  • proibição de realizar em suas apresentações piadas com conteúdo depreciativo ou humilhante; e
  • retirar do ar qualquer publicação com conteúdo depreciativo ou humilhante contra grupos ou qualquer categoria considerada como minoria ou vulnerável.

A nota do MPSP reforça a decisão adotada agora contra o humorista. De acordo com o órgão, “a Justiça também manteve as demais condições já estabelecidas em maio de 2023, quando acatou pedido do Ministério Público que proibia o homem de promover novos ataques a minorias.”

Reportagem publicada pela Revista Oeste em junho demonstrou que as ações da Justiça contra Lins passaram a incomodar outros humoristas, que temem entrar para a lista de censurados no país. A censura prévia, com a retirada do especial Perturbador do YouTube por ordem judicial, repercutiu até no exterior.

O caso que envolve Lins repercutiu negativamente — para a Justiça brasileira — no exterior. A colunista Cátia Fonseca, do português Jornal de Notícias, comparou as medidas impostas contra Lins com as regras definidas pelo grupo terrorista Talibã. “É realmente grave e preocupante sabermos que há um tribunal a proibir piadas e que não é o Afeganistão.”

+Acompanhe em detalhes o caso de censura ao comediante na matéria: É proibido rir

“Lei antipiadas” sancionada por Lula foi base para a decisão

A denúncia do Ministério Público à Justiça menciona a chamada “lei antipiadas“, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro. Dentre outras medidas, a lei enquadra como crime de racismo piadas sobre grupos que possam ser considerados minoritários.

Lula assinando documento.
‘Lei antipiadas’ sancionada por Lula, em janeiro, dificulta a liberdade de expressão de humoristas | Foto: Divulgação/Gov.br

As novas regras fazem com que a pena máxima para piadas com os alegados grupos minoritários seja maior do que para crimes como furto e sequestro, segundo informações do jornal Gazeta do Povo.

Um dos trechos da norma iguala piadas com as ditas minorias ao crime de racismo. Além disso, a lei faz com que as penas sejam aumentadas “quando ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação.”

A lei também determina que se a prática do suposto racismo ocorrer no contexto de atividades artísticas ou culturais destinadas ao público, o autor também será proibido de frequentar esses locais por três anos.

Leia mais: Deputado apresenta projeto de lei contra censura de conteúdos humorísticos

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9 comentários
  1. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Costinha, Jô Soares, Chico Anísio, os Trapalhões e outro menos famosos, morreram estão felizes por estarem mortos, já os ainda vivo, estão levando vida boa, as custas do seu trabalho, que era nos fazer rir. O Brasil está virado de pernas pro ar.

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Hoje é proibido fazer rir, no futuro será proibido rir.

  3. PCC
    PCC

    Pra não ter problema é só agir como a rede globo, bandeirantes, etc, falando bem do governo.

  4. Eduardo Gomes Correia
    Eduardo Gomes Correia

    A JUSTIÇA OU O LULISTA DOIDO TOGADO PERVERSO?
    GOVERNO SEM ” CARA”
    STF TSE SEM CARA.
    ” A PF MANDOU PRENDER, A JUSTIÇA MANDOU PRENDER…
    DESCARADOS.
    MENTEM E ROUBAM!

  5. Thiago
    Thiago

    Censura pura… vão cortar a língua dele? E de quantos mais?

  6. Ricardo
    Ricardo

    Por outro lado, achincalhe contra católicos não redundam em nenhuma manifestação do MP. Estranho isso…

  7. Christian
    Christian

    Ainda bem que corruptos são a maioria no Brasil. Assim, podemos fazer piadas sobre eles.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  8. ANTONIO A. L.B
    ANTONIO A. L.B

    A censura vai se fechando contra toda classe artistica. A maioria so vai perceber quando for tarde. Tropicalia vai vibrar; chegaram la’.

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