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La Niña: saiba como o atraso do fenômeno influencia o clima no Brasil

O esfriamento do Oceano Pacífico era esperado para setembro, mas ainda não se manifestou

La Niña é um fenômeno climático natural caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico
La Niña é um fenômeno climático natural caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O fenômeno La Niña, aguardado para o mês de setembro, ainda não começou. É o que informa a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos. O atraso do fenômeno traz impactos climáticos ao Brasil, segundo a previsão do tempo elaborada nesta quarta-feira, 16, pela empresa Climatempo.

A incerteza sobre o começo da La Niña está ligada à interação de fatores climáticos complexos, como a Oscilação de Madden-Julian (MJO) e o Global Atmospheric Angular Momentum (GLAAM). Ambos os elementos influenciam o clima no Brasil.

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A MJO, uma faixa de nuvens e tempestades tropicais, se move do sudeste asiático para o Oceano Pacífico. Esse deslocamento traz mais umidade para o Centro-Oeste e para o Norte do Brasil, regiões que enfrentam escassez de chuvas.

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A expectativa é que as chuvas se intensifiquem nessas áreas, especialmente em Mato Grosso e em Goiás, onde a seca tem sido prolongada. O aumento da umidade deve amenizar a situação crítica dessas regiões.

O GLAAM, que mede a rotação da atmosfera, está em fase positiva, o que indica ventos mais fortes em altitudes elevadas. No Hemisfério Sul, isso é influenciado pelo vórtice polar antártico.

O fortalecimento do vórtice polar ajuda a manter o ar frio sobre a Antártica, de modo a reduzir o risco de ondas de frio intenso no Brasil. Isso pode impactar a intensidade e duração do fenômeno La Niña.

A interação entre MJO e GLAAM pode atrasar ou suavizar a La Niña. O GLAAM, em fase positiva, desacelera o resfriamento do Pacífico, enquanto a MJO influencia a dinâmica oceano-atmosfera.

Como o La Ninã impacta o clima no país

La Niña pode aumentar as chuvas em algumas regiões do Brasil | Foto: Divulgação/Shutterstock

Esse cenário poderia resultar em uma La Niña menos intensa e de curta duração. As previsões mostram que as chuvas devem aumentar nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil.

Áreas afetadas pela seca, como Minas Gerais, podem ver um aumento nas chuvas. O GLAAM sugere ventos mais rápidos, o que favorece a circulação atmosférica e a formação de sistemas de baixa pressão.

La Niña aumenta a probabilidade de chuvas volumosas. A expectativa é que a neutralidade climática prevaleça, com uma tendência negativa, sem ativação completa do fenômeno.

O que é o La Niña

Uma nova configuração se desenha no Oceano Pacífico | Foto: Reprodução/PXHere
Uma nova configuração se desenha no Oceano Pacífico | Foto: Reprodução/PXHere

La Niña é um fenômeno climático natural, caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno é o oposto do El Niño, que é o aquecimento anômalo dessas mesmas águas.

Quando a La Niña está ativa, altera os padrões de circulação atmosférica e influencia o clima de diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Os impactos da La Niña no Brasil variam de acordo com a região do país.

Enquanto o Norte e o Nordeste tendem a se beneficiar de mais chuvas, o Sudeste e o Sul podem enfrentar secas e períodos de estiagem mais severos durante os eventos de La Niña. Esses efeitos variam de intensidade conforme a força do fenômeno e a duração da ocorrência.

Confira a previsão do tempo para as capitais nesta quinta-feira, 17

Fim da semana deve ser marcado por chuvas | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Fim da semana deve ser marcado por chuvas | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Norte:

  • Rio Branco: parcialmente nublado com possibilidade de pancadas de chuva; temperatura variando entre 22°C e 30°C;
  • Macapá: sol entre nuvens com pancadas de chuva à tarde; máxima de 31°C e mínima de 25°C;
  • Manaus: predomínio de sol com chance de chuvas rápidas; máxima de 31°C e mínima de 24°C;
  • Belém: pancadas de chuva à tarde; máxima de 30°C e mínima de 24°C;
  • Porto Velho: dol com possibilidade de chuva rápida à tarde; temperatura entre 23°C e 31°C;
  • Boa Vista: céu claro durante o dia; máxima de 35°C e mínima de 26°C; e
  • Palmas: sol intenso com chance de pancadas de chuva à tarde; máxima de 36°C e mínima de 24°C.

Nordeste:

  • Maceió: dia ensolarado com algumas nuvens; temperatura variando de 23°C a 28°C;
  • Salvador: nublado com possibilidade de pancadas de chuva isoladas; máxima de 28°C e mínima de 22°C;
  • Fortaleza: sol com aumento de nuvens pela tarde; máxima de 32°C e mínima de 25°C;
  • São Luís: possibilidade de chuva rápida à tarde; máxima de 31°C e mínima de 25°C;
  • João Pessoa: ensolarado com períodos nublados; máxima de 30°C e mínima de 24°C;
  • Recife: céu claro com poucas nuvens; máxima de 30°C e mínima de 24°C;
  • Teresina: dia quente e ensolarado; máxima de 36°C e mínima de 24°C; e
  • Natal: sol com nuvens ao longo do dia; temperatura entre 28°C e 25°C.

Centro-Oeste:

  • Brasília: possibilidade de chuvas isoladas; máxima de 30°C e mínima de 19°C;
  • Goiânia: tempo quente com sol entre nuvens; máxima de 33°C e mínima de 21°C;
  • Cuiabá: muito calor, com sol predominante; máxima de 39°C e mínima de 26°C; e
  • Campo Grande: céu claro e quente; máxima de 36°C e mínima de 23°C.

Sudeste:

  • Belo Horizonte: parcialmente nublado com pancadas de chuva à tarde; máxima de 29°C e mínima de 18°C;
  • Vitória: sol com possibilidade de pancadas de chuva no fim da tarde; máxima de 29°C e mínima de 23°C;
  • Rio de Janeiro: sol entre nuvens com chance de chuva à noite; máxima de 30°C e mínima de 22°C; e
  • São Paulo: dia nublado com possibilidade de chuvas rápidas; máxima de 25°C e mínima de 17°C.

Sul:

  • Curitiba: nublado com possibilidade de garoa; máxima de 23°C e mínima de 15°C;
  • Florianópolis: sol entre nuvens, com pancadas de chuva; máxima de 27°C e mínima de 18°C; e
  • Porto Alegre: nublado e ventoso; máxima de 27°C e mínima de 17°C.

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