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Justiça revoga prisão de cunhada de Marcola, acusada de chefiar negócios do PCC no Ceará

Francisca Alves da Silva estava presa há mais de 500 dias; decisão se estende a outros 4 réus

Francisca Alves da Silva, acusada pela Polícia Federal de gerenciar negócios do PCC
Francisca Alves da Silva, acusada pela Polícia Federal de gerenciar negócios do PCC | Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Justiça revogou a prisão preventiva de Francisca Alves da Silva, que foi cunhada de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). As acusações da Polícia Federal são de que ela gerencia negócios do grupo criminoso ligados ao jogo do bicho, tráfico de drogas e armas no Ceará.

A decisão foi da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza. Francisca havia sido presa em 26 de abril de 2024, durante a Operação Primma Migratio, que mirou o núcleo gerencial e logístico do PCC no Estado. As informação são do portal Uol.

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Ela foi casada com Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola. Ambos estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

Defesa de cunhada de Marcola alegou prisão injusta

O advogado Guilherme Pereira Gonzalez Ruiz Martins pediu a revogação da prisão. Ele argumentou que a Justiça já havia absolvido ao menos outros 17 réus denunciados junto com Francisca.

O defensor também afirmou que Francisca estava presa injustamente havia mais de 500 dias. Os magistrados determinaram a libertação imediata dela e de outros quatro réus no mesmo processo.

Entre eles está Menesclau de Araújo Souza Júnior, conhecido como Coxinha. A Polícia Federal o acusou de administrar negócios da família Camacho no Ceará e em São Paulo.

MP aponta movimentações milionárias em contas de acusados

Segundo a PF, os investigados movimentaram mais de R$ 300 milhões em transações suspeitas. Na operação, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva, 36 de busca e apreensão em quatro Estados e sequestrou 42 veículos.

Promotores afirmam que Francisca movimentou R$ 21,4 milhões em suas contas entre 2011 e 2023. Na denúncia, o Ministério Público disse que ela “se apresenta como a grande mantenedora da família Camacho e de seus agregados”.

As investigações duraram dois anos. A PF concluiu que o PCC transferiu parte de sua estrutura de São Paulo para o Ceará, onde passou a explorar tráfico de drogas, armas, jogos de azar e lavagem de dinheiro em loteria esportiva.

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4 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Como nossa justiça se compadece com alguns delinquentes e criminosos. Com certeza um dia teremos juristas concursados, e conhecedores da Constituição, que farão respeitar a carta Magna.

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    De um narcoestado, governado por im bandido, bandidos soltam outros bandidos, seus comparsas.

  3. JOSE ADILSON FRANZO
    JOSE ADILSON FRANZO

    Vamos prender o Bolsonaro! A dama do crime é uma santa ! E solta também traficante transportando 250 quilos de cocaina.

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