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Justiça do RJ determina prisão preventiva de Oruam

Magistrada entendeu que o rapper desrespeitou regras impostas na decisão que o colocou em liberdade

Justiça Os crimes imputados a Oruam incluem tráfico, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato | Foto: Reprodução/X
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo de Oruam | Foto: Reprodução/X

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do rapper Oruam. A decisão foi assinada nesta terça-feira, 3, pela juíza Tula Corrêa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. As informações são do portal Metrópoles.

Segundo a magistrada, Oruam descumpriu de forma reiterada as condições impostas em sua liberdade provisória. A Vara Criminal encaminhou o mandado à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca minutos depois da decisão.

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Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo de Oruam, está com a tornozeleira eletrônica desligada desde 1º de fevereiro. De acordo com o Metrópoles, o equipamento registrou 28 interrupções em 43 dias, sobretudo durante as noites e fins de semana.

Assim, a juíza embasou sua decisão em relatórios técnicos que indicam falhas no monitoramento eletrônico do artista. Parte dos registros dos meses de novembro e dezembro nem sequer mostrava a localização ou o horário, o que comprometeu o controle da medida.

Ministro descarta versão da defesa e mantém prisão de Oruam

Tula de Melo também levou em conta manifestações anteriores do processo e a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que revogou a liminar do habeas corpus, concedido em setembro. A medida havia substituído a prisão por restrições, como uso de tornozeleira, recolhimento noturno e comparecimento regular à Justiça.

Na decisão, o ministro relator afirmou que a conduta do rapper representa risco à ordem pública e enfraquece a credibilidade do Judiciário. Para ele, os argumentos da defesa — que atribuiu as falhas a “problemas de carregamento de bateria” — não justificam a sucessão de violações.

+ Leia também: “Ministro do STJ revoga habeas corpus de Oruam”

Nesse sentido, o ministro concluiu que a retomada da prisão preventiva é essencial para garantir o andamento do processo penal.

As autoridades prenderam Oruam pela primeira vez em julho de 2025. Na ocasião, ele foi indicado pelos crimes de tráfico de drogas, resistência, ameaça, lesão corporal e tentativa de homicídio contra policiais.

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