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Justiça decreta prisão de 14 acusados em esquema de fraudes no setor de combustíveis

Operação da PF mira grupo que movimentou R$ 23 bilhões e lavava dinheiro em fundos da Faria Lima

MJSP, Polícia Federal (PF), o Ministério da Fazenda e a Receita Federal deflagrar as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto para desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis. Foto: Isaac Amorim/MJSP
MJSP, Polícia Federal (PF), o Ministério da Fazenda e a Receita Federal deflagraram as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto para desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis. | Foto: Isaac Amorim/MJSP

A 13ª Vara Federal de Curitiba decretou a prisão de 14 acusados de integrar uma organização criminosa ligada ao setor de combustíveis. O grupo lavou dinheiro em fundos de investimento na região da Faria Lima, na cidade de São Paulo. As fraudes movimentaram ao menos R$ 23 bilhões.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 28, pela Polícia Federal (PF). Entre os alvos dos mandados de prisão estão os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Loco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Eles são os donos do antigo grupo Aster/Copape. A PF já prendeu seis deles, mas Mourad e Silva ainda estão foragidos.

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Os investigadores também bloquearam 190 imóveis avaliados em R$ 1 bilhão. Entre os presos está o empresário Rafael Bronzatti Belon, diretor da Tycoon. Outro preso foi Rafael Gineste, capturado em uma lancha depois de lançar seu celular ao mar.

Grupo usava fintech para lavar dinheiro no esquema de combustíveis

A investigação da PF em Curitiba começou em 2023, depois da saída de um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) da prisão. Ele cumpria pena por tráfico internacional de drogas e passou a administrar uma distribuidora de combustíveis.

A empresa, que não tinha receita, passou a movimentar milhões. Foi essa pista que levou os federais ao mesmo grupo investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Isso resultou nas operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, realizadas nesta quinta-feira, 28.

Somadas, as três operações resultaram no cumprimento de mais de 400 mandados judiciais, incluindo seis de prisão e centenas de buscas e apreensões, em pelo menos oito estados do País. As medidas judiciais levaram ao bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens e valores. 

A PF identificou que o grupo lavava dinheiro por meio da Tycoon Technology, uma fintech usada para movimentar os valores das fraudes. A Justiça determinou o bloqueio de 1,2 mil veículos, em sua maioria caminhões-tanque. Desses, 141 foram apreendidos.

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3 comentários
  1. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    E a ligação disso tudo com a gasolina E30 e o diesel B15? Não seria muito conveniente o governo aumentar a quantidade de biocombustíveis quando o PCC passa a investir também no setor? Uma coisa leva a outra. Mas qual é causa e qual é consequência?

  2. Paulo
    Paulo

    Palpite: se os bandidos forem do PCC, acredito que eles não duram muito tempo na cadeia.

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