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Brasil

Justiça condena sequestradores de Marcelinho Carioca

Sentença estabelece penas superiores a 20 anos; crime contra ex-jogador de futebol ocorreu em dezembro de 2023

Marcelinho Carioca chora em entrevista
Ex-jogador foi vítima de sequestro em Itaquaquecetuba, na Grande SP, em dezembro de 2023 | Foto: Reprodução/TV Globo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou seis dos sete acusados pelo sequestro de Marcelinho Carioca e Taís Moreira, amiga do ex-jogador. O crime ocorreu em Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo, em 17 de dezembro de 2023.

Marcelinho e Taís foram abordados por três homens armados enquanto conversavam no carro do ex-atleta, que havia saído de um show na Neo Química Arena, em Itaquera. Segundo o relato de Marcelinho à polícia, eles foram levados encapuzados para um cativeiro depois de rodar por cerca de uma hora.

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De acordo com informações do portal UOL, no cativeiro, os sequestradores estavam agitados. Depois de algum tempo, eles reconheceram o ex-jogador.

Na manhã seguinte, ao perceberem a presença da polícia na área, os criminosos forçaram Marcelinho a gravar um vídeo em que alega ter sido sequestrado depois de sair com uma mulher casada.

Sentença judicial

O juiz Sérgio Cedano afirmou na sentença que “as consequências do delito são nefastas, traumatizando as vítimas de forma irreversível”.

Caio Pereira da Silva e Jones Ferreira, acusados de renderem Marcelinho e Taís e os levarem para o cativeiro, foram condenados a 28 anos e cinco meses e 24 anos e quatro meses de prisão, respectivamente.

Thauannata Lopes dos Santos e Camily Novais da Silva, acusadas de tentar extorquir amigos e familiares das vítimas, receberam penas de 21 anos e quatro meses de prisão cada uma.

Outros envolvidos no sequestro de Marcelinho

Marcelinho Carioca | Imagem do ex-jogador, no momento que foi resgatado pela Polícia Militar | Foto: Divulgação/Polícia Militar
Imagem do ex-jogador, no momento que foi resgatado pela Polícia Militar | Foto: Divulgação/Polícia Militar

Wadson Fernandes Santos e Eliane Amorim, acusados de fornecer contas bancárias para receber os pagamentos e movimentar o dinheiro, foram condenados a 24 anos e quatro meses de prisão cada um.

O sétimo acusado, Matheus Cândido Costa, apontado como o terceiro homem armado, ainda não foi julgado, pois estava foragido e foi preso apenas em agosto. Os réus ainda podem recorrer da condenação.

Os condenados se defenderam em juízo. Caio alegou ser inocente. Jones e Eliane afirmaram não haver provas de sua participação no crime. Camily disse ter sido incriminada por conhecer pessoas envolvidas e negou as acusações.

Wadson afirmou que não há provas contra ele, e Thauannata declarou estar “no local errado, na hora errada”, na casa do namorado, Caio.

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