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Judiciário coloca mais de 21 mil em liberdade com mutirão carcerário

Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça durou 30 dias e revisou 100 mil processos

mutirão carcerário
Rosa Weber, durante visita a presídio em Cuiabá (MT) em julho, na retomada dos mutirões carcerários | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Depois de revisar 100 mil processos em 30 dias, o mutirão carcerário — iniciado em 24 de julho pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com participação de todos os tribunais estaduais e federais do país — colocou em liberdade 21,8 mil pessoas que estavam presas. A informação foi divulgada na terça-feira 26 pela presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que se aposenta em cinco dias.

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De acordo com os dados do balanço parcial do Mutirão Processual Penal, dos 100 mil processos revisados, 70 mil tiveram alteração na situação do investigado ou condenado. Destes 70 mil, 27 mil presos obtiveram mudanças de regime de prisão (para mais brandos) e 21,8 mil foram colocados em liberdade.

Segundo Rosa Weber, a soltura de tantos presos se deve à aplicação de teses consolidadas pelo STF. “Em uma primeira análise, podemos verificar que há bastante resistência da magistratura na aplicação das teses consolidadas pelo STF e que são de cumprimento obrigatório”, declarou a ministra. “Os expressivos números alcançados em apenas 30 dias de mutirão são testemunhos da imprescindibilidade da vigência dessa política judiciária, de modo a torná-la permanente.”

Mutirão carcerário estava suspenso desde 2014

Justiça social STF
CNJ retomou mutirões depois que o STF reconheceu um “estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro”, | Foto: Divulgação/CNJ

Os mutirões carcerários ocorreram entre 2008 e 2014, quando foram extintos. Agora, em 2023, o CNJ decidiu recriar a prática a partir do julgamento de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), ajuizada pelo Psol em 2015. Nela, o STF afirma que há um “estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro”, que justificaria o mutirão.

+ Mutirão carcerário vai revisar a pena de 100 mil presos

Os processos revisados se referem a casos estipulados em portaria do CNJ: prisões preventivas com duração maior do que um ano; gestantes, mães e mulheres responsáveis por crianças e pessoas com deficiência presas cautelarmente; pessoas em cumprimento de pena em regime prisional mais gravoso do que o fixado na decisão condenatória; e pessoas cumprindo pena em regime diverso do aberto, condenadas pela prática de tráfico privilegiado.

Acusados de ‘tráfico privilegiado’ e mães presas entre os alvos do mutirão

Ao relançar os mutirões carcerários, Rosa Weber também esteve em presídios de Natal (RN) | Foto: Crédito para a foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O mutirão identificou que 49% dos processos alterados (34,7 mil casos) tinham prisões cautelares com duração superior a um ano. Nesses casos, houve concessão de liberdade provisória ou prisão domiciliar, com e sem monitoramento eletrônico. Segundo o Relatório de Informações Penais (Relipen) relativo ao primeiro semestre de 2023, o Brasil tem 180 mil pessoas presas provisoriamente, o que corresponde a cerca de 28% do total de presos no país.

+ A ‘política de desencarceramento’ defendida por Lula

Os casos envolvendo gestantes, lactantes e mães de crianças de até 12 anos ou de pessoas com deficiência somaram 6,3 mil, e 51% delas (3,2 mil) obtiveram a revogação da prisão preventiva. Na questão de “tráfico privilegiado”, quando o traficante é primário e tem bons antecedentes, foram analisados 7,1 mil casos e mais de 70% saíram do regime fechado.

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9 comentários
  1. Christian
    Christian

    O PSOL fez com que a justiça soltasse quase 21 mil presos.
    Eles devem estar procurando recompor os eleitores do partido.
    Tendo a Ministra, mãe de psolista ferrenha, no comando esta operação de soltura.

  2. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    Ela quer ser santificada. Desta composição do STF nada mais nos espanta. Arranjaram até um nome singelo para o traficante de drogas preso pela primeira vez…..TRÁFICO PRIVILEGIADO. Se o/a “vítima da sociedade” está preso e enquadrado no crime de TRÁFICO PRIVILEGIADO, está ocupando o espaço dos “golpistas bolsonaristas” e, por isso, não deveria estar preso.
    Novos tempos.

  3. Eduardo Gomes Correia
    Eduardo Gomes Correia

    Que justiça é essa, que liberta bandidos e condena inocentes?

  4. Vanessa Días da Silva
    Vanessa Días da Silva

    É para liberar espaço nas cadeias para pessoas de bem

    1. Paulo Roberto Zanetti
      Paulo Roberto Zanetti

      A Justiça, nesses casos, admite que erra, e faz justiça, ou faz o que mais gosta, que é soltar bandidos?

  5. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Essas teses jurídicas apenas são postas em prática pelas cabeças infames dos ministros do STF. Aberrações.

  6. Wilsom Bezerra
    Wilsom Bezerra

    STF fazedo a boa política da AMIZADE c/Crime Organizado. Libera 21 mil presos condenados a pequenas penas de reclusão ( com provas) a até + – 1 ano
    Por outro lado condena inocentes (sem provas ) até 17 anos

  7. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    esse é o nosso STF bandido na rua e patriotas na cadeia.

  8. XY / XX
    XY / XX

    17 anos para os patriotas e liberdade para : pedofilos, agressores e assassinos de mulheres, ladroes e toda a fauna das profundezas do inferno moral. Incrivel como a maioria dos crimes sempre sao cometidos por quem tem uma CAPIVARA GIGANTE………

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