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Brasil

Inteligência artificial analisando a hipótese climática

Entendimento enfraquece a hipótese de que o gás CO₂ controla o clima

Seu pilar não é a ciência verdadeira, mas sim aspectos abstratos jurídicos, pois se baseia no 'princípio da precaução' | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem gerada com o auxílio de inteligência artificial
Seu pilar não é a ciência verdadeira, mas sim aspectos abstratos jurídicos, pois se baseia no 'princípio da precaução' | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem gerada com o auxílio de inteligência artificial

Em agosto deste ano, tivemos a publicação de mais um artigo no qual os algoritmos de inteligência artificial (IA) interpretaram a hipótese climática, teoria que afirma que o CO2, especialmente o emitido pelas atividades humanas, seria o principal responsável pela elevação das temperaturas globais, ou pior, como já ouvimos há bastante tempo, o “controlador das mudanças climáticas”.

No artigo da revista de fonte aberta Science Of Climate Change, “Uma Reavaliação Crítica da Hipótese do Aquecimento Global Antropogênico por CO₂: Evidências Empíricas Contradizem os Modelos do IPCC e as Suposições sobre a Força Solar”, a IA Grok, atribuída inclusive ao posto de primeiro autor do trabalho, utilizou de suas ferramentas de otimização de evidências para pesquisar centenas de artigos e textos, inclusive os relatórios do próprio Painel do Clima da Organização das Nações Unidas (IPCC). Como resultado, obtiveram um resumo dos principais contrapontos que enfraquecem categoricamente a hipótese de que o gás CO2 controle o clima.

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O atual trabalho dessa versão de IA, supervisionado pelos demais autores, incluindo o astrofísico dos Estados Unidos, Dr. Willie Soon, não abarcou o tema da fantástica “temperatura do ar global média”, como fez anteriormente. Naquela ocasião, depois de avaliar todos os princípios da Física Experimental, a IA considerou o tal parâmetro como “sem significado físico”. Não é para menos, pois ela “concluiu” exatamente o que os cientistas céticos alertaram há anos: que a medição de variação anual de centésimos de graus Celsius em uma superfície de contato da atmosfera com mais de 510 milhões de quilômetros quadrados é fantasia.

Um dos pontos interessantes desse trabalho foi considerar as afirmações sobre a quantidade estimada dos fluxos do CO2, já estigmatizado como majoritariamente de origem humana, e o seu tempo de permanência na atmosfera. As contradições são explícitas e elas mostram o quanto o IPCC sempre foi seletivo nas suas afirmações, conforme o propósito necessário para sustentar a narrativa.

Há mais de dez anos, indaguei a insignificância da contribuição humana de CO2 para a atmosfera e que uma simples conta de regra de três demonstraria que, nas devidas proporções de fluxos entre humanos e as fontes da natureza, com a sua suposta respectiva equivalência em graus Celsius, jamais os fluxos das nossas atividades representariam algum valor significativo de variação de temperatura, especialmente quando essa é tratada de forma linear. Lembrando que tudo isto só valeria se admitíssemos a hipótese como se fosse verdadeira. A trama, contudo, ainda piora porque os próprios valores dos fluxos são estimativas bem grosseiras, cujos números são controlados por gente ligada ao IPCC, ou seja, a raposa controlando o galinheiro.

Essa guerra de narrativas sobre os fluxos não nasceu do nada. Grandes geólogos contestaram tais valores superestimados atribuídos aos humanos, como é o caso do australiano professor emérito Ian Rutherford Plimer e, no Brasil, do saudoso geólogo professor emérito Kenitiro Suguio (1937-2021). Eles foram categóricos em afirmar que os fluxos humanos são insignificantes frente aos naturais, altamente variáveis, principalmente quando se contabiliza a atividade vulcânica.

Vejamos um exemplo com um número bastante satisfatório em “prol” da hipótese onde os humanos contribuiriam com 10 gigatoneladas de carbono (GtC) por ano, dentro do ciclo do carbono, enquanto as fontes naturais, oriundas principalmente da desgaseificação oceânica e biogeoquímica do solo, contribuiriam com 220 GtC anualmente. O total combinado pela soma de ambas (230 GtC.ano-1) não é distinguível entre as fontes e, portanto, os sumidouros naturais que removem carbono da atmosfera irão absorver as emissões humanas e naturais, sendo a porcentagem humana de apenas de 4,3%, totalmente insignificante, enquanto a natural predomina com seus 95,6% para este caso.

O próximo ponto envolveu o tempo de permanência destes gases na atmosfera e a datação por carbono 14. Supondo que o aumento de CO2 no último século tenha sido ocasionado apenas pelos humanos, hipótese claramente falsa, pois indicaria que toda a natureza estaria inerte, os dados empíricos mostram que o tempo de residência deste gás ficou entre 3 a 7 anos apenas. Este fato simplesmente exclui a possibilidade do CO2 antropogênico ser o fator determinante dos supostos desequilíbrios de radiação, ou o chamado “forçamento radiativo”, elencado pelo IPCC, para fazer o fantasioso “efeito-estufa”.

Claramente, os irrisórios 4,3% da componente humana teriam sido removidos do ciclo muito rapidamente, impossibilitando algum impacto frente às naturais. Nesses termos, cerca de 90,0% do que foi emitido pelos humanos desde 1750, início do processo industrial, já teria sido removido, o que “absolve” por completo as atividades humanas como a responsável pela suposta “mudança climática”, isso admitindo que a hipótese de que o CO2 as altere seja verdadeira.

Quanto ao tempo de vida do carbono, é interessante citar um artigo mais antigo que pesquisou justamente este tema, mas com outra proposta. Ele foi publicado na revista Science, em 1967, por Harold Craig que, na ocasião, pretendia rastrear o destino e a taxa de desaparecimento do carbono 14 produzido pelas explosões de bombas atômicas, detonadas na atmosfera na área do oceano Pacífico Sul, entre 1950 e 1960. Seu objetivo foi determinar o tempo de permanência na atmosfera do carbono antes de ser absorvido pelos oceanos e a biosfera. Seus cálculos concluíram que este tempo era de aproximadamente sete anos.

Tratou-se de um trabalho específico objetivando descobrir o tempo de permanência de radiocarbono na atmosfera, derivado dos impactos específicos das detonações nucleares. Sua publicação é anterior a 1980, período onde começaram as discussões sobre clima mundialmente. De fato, ele é anterior a 1972, ano da primeira reunião da mazela conhecida como Clube de Roma (1968), quando os magnatas da época decidiam como restringir o crescimento econômico global, ou seja, os primórdios dos “limites do crescimento” e da fraude da “sustentabilidade”.

Assim sendo, os resultados empíricos de Craig, os quais indicaram um período de residência do CO2 de 7 a 10 anos, precederam qualquer discussão ou financiamento realizado para criar a “Indústria do Aquecimento Global” que infesta a economia e política atual. Foram resultados de um estudo específico sem nenhuma justificativa direta, portanto, a sua credibilidade é alta, especialmente porque tais métodos se tornaram fundamentais para o rastreio do ciclo do carbono, sendo um trabalho citado nesta área até os dias atuais.

Como um tempo de permanência tão curto, verificado empiricamente, não sustenta a “Física” que envolve a hipótese dos alarmistas (observemos como a coisa vai se enrolando), o IPCC precisa apelar, de forma que o “efeito-estufa” apareça. A proposta precisa admitir que o tempo de permanência do CO2 na atmosfera seja de séculos para que os seus supostos efeitos apresentem o domínio necessário dentro da hipótese que o IPCC defende.

Assim, essas suposições são modeladas em computadores, programando um tempo de permanência do CO2 atmosférico superior a 100 anos, pois admitem, desde o seu Sumário Executivo do Primeiro Relatório de Avaliação (Summary FAR – IPCC, 1990, p.16) que ele permaneça entre 50 a 200 anos antes de ser absorvido. Isso reforça seus “controladores da Física atmosférica”, baseada em balanço radiativo global, a darem a resposta que querem. Como vimos, não há base empírica que valide essas suposições. Em termos simples, os modelos usados pelo IPCC, que admitem que o tempo de permanência do CO2 na atmosfera seja de pelo menos 100 anos, são falsos.

Ao mesmo tempo, desde o FAR (hoje já renomeado para AR1) o IPCC admite que “embora cerca de metade do dióxido de carbono emitido permaneça na atmosfera, não sabemos bem quanto do restante é absorvido pelos oceanos e quanto pela biota terrestre.”, ou seja, o IPCC nunca soube sequer estimar com precisão o que as duas maiores superfícies da Terra fazem com o CO2, portanto, admitem desconhecer exatamente como funciona o ciclo do carbono, essência da sua hipótese.

Não podemos deixar de mencionar que há uma discussão entre os processos de medição do carbono 14 em relação à “idade” das moléculas de CO2 presentes na atmosfera, quando alguns pesquisadores pretendem classificá-las como de origem antrópica ou natural. As principais divergências na validação de tais medições levam em conta a proposição de sua fonte e as influências relacionadas à incidência de radiação cósmica que altera tais moléculas.

O artigo referente ao estudo da IA também apresentou sua discordância em relação aos efeitos de causa e consequência levantados pela hipótese defendida pelo IPCC, onde o CO2 é o agente que controla a temperatura. As evidências contrárias foram apresentadas demonstrando que as variações no CO2 seguem, ao invés de liderar, as mudanças de temperatura, exatamente como admitiu o próprio IPCC em seu Quarto Relatório (AR4, 2007), antes da debandada geral de cientistas, quando perceberam o rumo político que a proposta tomou.

A IA citou como exemplos os dados de Vostok e Low Dome, Antártida. O sentido da dependência é inverso, ou seja, é a temperatura que controlaria o CO2 e não o contrário. Esta função é observada tanto no curto prazo, dentro de intervalo de meses, como também na escala paleoclimática de longo período dos últimos 400 mil anos, onde a temperatura varia primeiro e o CO2 a segue, cerca de 800 a mil anos depois. Nunca ao contrário.

Como disse o Dr. Stuart A. Harris em sua publicação na revista Atmosphere do MDPI, em 2023, “O CO2 afeta apenas uma pequena faixa de reemissão de ondas longas da superfície da Terra”, tendo em vista que quase todo o restante já foi interceptado pelo vapor d’água. Segundo ele, “parece não haver conexão entre o dióxido de carbono e a temperatura da Terra”. Dr. Harris afirmava que as tais “mudanças climáticas”, tanto as do passado, como as modernas são naturais. Quando se debruça sobre o problema, cada vez mais as conclusões dos trabalhos são sempre as mesmas: que os modelos climáticos estão equivocados porque usam uma premissa falsa que não consegue explicar o que se observa no mundo real. Resumindo, há amplas evidências disponíveis para apoiar a conclusão de que o CO2 antropogênico não provoca “mudanças climáticas”, mas isto é sublimado conscientemente.

Parece-nos que, como os humanos não querem ver o óbvio que está à frente de seus olhos, ou por descuido, ou por interesses, pelo menos, então, algumas redes de inteligência artificial analisaram o que os cientistas plenamente céticos sobre o assunto falam há anos, criando seus próprios ingramas (nós) de memória. Será que agora alguém acordará para essa insanidade ou continuaremos a seguir a passos largos ao desastre social e civilizacional iminente causado pelas políticas públicas planejadas dentro de um hospício global? Se alguém ainda duvida da loucura que isto envolve, basta ver o absurdo que se fez para termos uma conferência climática no Brasil, a COP-30. É a plena marca da estupidez bestial, quando os problemas inexistentes e insolucionáveis de uma falsa “crise climática” superam a resolução de verdadeiros problemas altamente prioritários que afligem boa parte da humanidade, especialmente no Brasil. Realmente, alguém achou que é possível “consertar o clima”, ainda mais na escala global?

Leia também: “O problema é resolvido pela arte, e não pela ciência”, artigo publicado na Edição 287 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Brilhante o artigo. Só osncegos não conseguem ler e compreender que antes do Homo sapiens surgir na Terra ,está já havia mudado de clima ciclicamente . Portanto,sem a presença da espécie humana .Assim será para o infinito

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Parabéns. Fantástico. Uma clara exposição do que aqueles que acusam as pessoas sãs de “terraplanistas” não passam de um bando de aproveitadores a serviço dos globalistas cuja missão é convencer os ignorantes de coisas inventadas para mantê-los presos no cabresto. Sou engenheiro formado pela USP nos tempos em que a carga horária de um curso de cinco anos era de 44 horas semanais. Não me sensibilizo por papos furados. O artigo é excelente, agradeço ao articulista essa demonstração de sanidade.

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